Tóquio fecha perder 0,60% a reagir às tarifas dos EUA sobre setor automóvel

O principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, fechou hoje a cair 0,60%, para os 37.799,97 pontos, enquanto o Topix, que inclui as empresas de maior capitalização na secção principal, fechou a subir 2,58%, para 2.815,47 pontos.

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Lusa
27/03/2025 07:10 ‧ há 3 dias por Lusa

Economia

Bolsa de Tóquio

O Nikkei, que inclui as 225 ações mais representativas do mercado, recuperou parcialmente no final das negociações, mas caía quase 1% no intervalo da sessão de hoje, horas depois de Donald Trump, anunciar tarifas de 25% às importações de automóveis a partir de 02 de abril.

 

A meio da sessão, o Nikkei descia 0,93% e estava a ser negociado a 37.674,03 pontos e o Topix descia mais moderadamente, 0,44% e cotava-se em 2.800,58 unidades.

O pregão de Tóquio abriu em baixa, horas depois do anúncio de Trump de que está a intensificar a guerra comercial lançada pela sua Administração.

"Vamos efetivamente cobrar uma tarifa de 25 por cento (sobre os automóveis)", disse Trump na Casa Branca, pouco antes de assinar a ordem executiva para a medida tarifária, que, segundo ele, não afetará as peças automóveis fabricadas nos Estados Unidos.

Trump explicou que espera que a medida, que também afetará os camiões ligeiros, traga entre 600 mil milhões e 1.000 milhões de dólares aos cofres dos Estados Unidos nos próximos dois anos.

"Vai entrar em vigor a 02 de abril e começaremos a cobrar a 03 de abril", acrescentou o Presidente norte-americano, sublinhando: "se fabricarem o vosso veículo nos Estados Unidos, não há tarifas".

O Japão é particularmente vulnerável à decisão do inquilino da Casa Branca. No ano passado, a indústria automóvel representou 28% das exportações japonesas para os Estados Unidos, no valor de cerca de 40 mil milhões de dólares (37,12 mil milhões de euros). A indústria automóvel é um pilar fundamental da economia japonesa, representando cerca de 10% dos postos de trabalho.

Para o gigante japonês Toyota, número um no mundo em termos de veículos vendidos, à frente do rival alemão Volkswagen, os Estados Unidos continuam a ser um mercado crucial. Os construtores japoneses de automóveis têm também uma forte presença no México, com linhas de produção interdependentes.

Todos os anos, os fabricantes de automóveis japoneses exportam cerca de 1,37 milhões de veículos para os Estados Unidos - após um pico de 3,43 milhões de veículos em 1986, salientou na semana passada Masanori Katayama, presidente da Associação de Fabricantes de Automóveis do Japão (JAMA).

Na altura, Katayama insistiu que "ocorrerão ajustamentos consideráveis da produção" em caso de aplicação de direitos aduaneiros.

A Toyota anunciou recentemente o início da produção, em abril, da sua 11ª fábrica nos Estados Unidos: dos 2,33 milhões de veículos que vendeu nos Estados Unidos no ano passado, apenas 1,27 milhões foram produzidos nesse país.

A Toyota possui uma fábrica no Canadá (que produz veículos híbridos) e duas fábricas no México, cuja produção se destina maioritariamente ao mercado americano e que poderá também ser fortemente afetada pelas barreiras aduaneiras.

Se os direitos aduaneiros sobre os produtos canadianos ou mexicanos, atualmente suspensos, voltarem a ser aplicados, os automóveis provenientes destes países poderão ser tributados a 50%.

Os automóveis representam 27% do total das exportações da Coreia do Sul para os Estados Unidos: dos 2,78 milhões de automóveis exportados pelo país a nível mundial no ano passado, cerca de 1,43 milhões foram enviados para os Estados Unidos, num valor total de 35 mil milhões de dólares (32,48 mil milhões de euros).

Numa tentativa de se aproximar da Administração Trump e atenuar o impacto das barreiras comerciais, a Hyundai anunciou na segunda-feira que pretende investir 21 mil milhões de dólares nos Estados Unidos nos próximos quatro anos.

Leia Também: Bolsa de Tóquio perde quase 1% a meio da sessão após tarifas de Trump

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