O jovem, com cerca de 20 anos, foi resgatado por uma equipa de socorristas birmaneses e turcos de um hotel em ruínas na capital Naypyidaw por volta das 00h30 (19h00 de terça-feira em Lisboa), disseram os serviços de bombeiros e resgate e a junta militar no poder em Myanmar.
No entanto, a operação continua enquanto procuram uma segunda pessoa, de acordo com um comunicado publicado pelo corpo de bombeiros de Myanmar na rede social Facebook, onde partilharam imagens do resgate.
Atualmente, 25 equipas de busca e salvamento de 13 países estão a operar em Myanmar, enquanto continuam os esforços para resgatar pessoas presas sob edifícios que ruíram.
O chefe da Junta Militar, general Min Aung Hlaing, disse na terça-feira, num fórum na capital, Naypyidaw, que 2.719 pessoas foram encontradas mortas, com 4.521 feridos e 441 desaparecidos, segundo a agência de notícias norte-americana Associated Press (AP).
Segundo os peritos, a probabilidade de encontrar sobreviventes diminui drasticamente após 72 horas.
O sismo também abalou a vizinha Tailândia e provocou a queda de um edifício em construção, soterrando muitos trabalhadores.
Cerca de 70 pessoas continuam desaparecidas sob os escombros, sem sinais de vida detectados nas últimas 24 horas, após a confirmação da morte de mais 15 pessoas.
"Esta é uma operação de resgate focada em salvar vidas. Nas operações de resgate, o limite é de 72 horas, mas em muitos casos as pessoas podem sobreviver até cinco ou seis dias", disse hoje o governador da capital tailandesa, Chadchart Sittipunt, quase 120 horas depois do incidente.
O balanço em Banguecoque era hoje de 29 mortos e 34 feridos, 22 dos quais no local da construção.
A ONU disse na terça-feira que tem conseguido mobilizar ajuda vital para a população afetada em Myanmar, sem bloqueios das partes envolvidas na guerra civil em curso desde que os militares tomaram o poder em 2021.
O chefe da junta militar de Myanmar rejeitou uma trégua anunciada pela aliança rebelde birmanesa em resposta ao sismo de sexta-feira, dizendo que os militares iriam continuar as suas "operações defensivas".
"Sabemos que alguns grupos étnicos armados não estão atualmente a combater, mas estão a organizar-se e a treinar para ataques, pelo que o exército continuará as suas operações defensivas necessárias", disse Min Aung Hlaing, na terça-feira, na capital, Naypyidaw, num discurso citado hoje pelos meios de comunicação oficiais.
A aliança composta pelo Exército da Aliança Democrática Nacional, o Exército de Libertação Nacional de Taang e o Exército Arakan anunciou na terça-feira um cessar-fogo unilateral e temporário.
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