Esta é a primeira vez que delegados deste partido político se reúnem com Erdogan para discutir o processo para pôr fim ao conflito com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), o movimento curdo ilegalizado na Turquia.
"O encontro do Presidente Erdogan com a nossa delegação decorreu numa atmosfera extremamente positiva, construtiva e produtiva, o que gerou esperança", afirmou o DEM em comunicado.
A reunião "avaliou as fases futuras do processo" e salientou "a importância de um processo livre de violência e de combate, que reforce o quadro político e democrático", acrescentou o comunicado.
O partido continuará a trabalhar por uma sociedade democrática para todo o país "com mais esperança do que ontem", concluiu a mesma nota informativa.
Os membros da delegação, os parlamentares Pervin Buldan e Sirri Süreyya Önder, integravam anteriormente a comissão do mesmo partido, então conhecido pela sigla HDP, que se reuniu com altos funcionários do Governo turco entre 2013 e 2015 para mediar um processo de paz com o PKK.
Entretanto, este diálogo, iniciado por uma carta do fundador detido do PKK, Abdullah Öcalan, proclamando a renúncia à aspiração a um Curdistão independente e o desejo de integrar plenamente a população curda na República da Turquia, tinha sido abortado após as eleições de 2015.
Uma nova carta de Öcalan, divulgada em 28 de fevereiro após meses de mediação do DEM, revigorou o processo, e o PKK manifestou mais uma vez a sua disponibilidade para depor as armas e dissolver-se.
A única condição apresentada pelo PKK para convocar um congresso para formalizar a sua dissolução é uma certa liberdade de circulação para Öcalan, preso desde 1999, para que possa liderar o encontro.
Altos funcionários do DEM sublinharam que, mesmo que a dissolução seja incondicional, o Governo deve chegar a acordo com as guerrilhas sobre detalhes técnicos para facilitar a entrega de armas e a reintegração dos militantes na vida civil.
O partido quer também a libertação do seu antigo líder Selahattin Demirtas, que está preso desde 2016 pelos seus discursos políticos num julgamento considerado inválido pelo Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
Efkan Ala, vice-presidente do partido islamista AKP de Erdogan, disse hoje à estação NTV que o processo de paz está "a caminhar firmemente para se obterem resultados.
"Esperamos ver um avanço significativo até ao final de abril", acrescentou Efkan Ala, sem especificar o que esse progresso poderá implicar.
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