Segundo a Câmara do Seixal, existe a necessidade de serem "empreendidas medidas imediatas de recuperação e requalificação dos edifícios e equipamentos públicos afetados, garantindo a imperiosidade de devolver a normalidade à vida quotidiana da população".
Em comunicado, a autarquia explica que o presidente da câmara convocou também a Comissão Municipal de Proteção Civil para uma reunião.
Embora não indique o número de ocorrências verificadas no concelho, a autarquia do Seixal refere que a queda de árvores provocou danos nas linhas de abastecimento de água e de eletricidade e duas escolas sofreram danos nas coberturas pelo que atualmente encontram-se encerradas.
No Seixal foram registadas quedas de árvores em espaço público, mas também em espaço privado, não havendo no entanto danos pessoais a registar.
A intempérie provocou ainda a queda de painéis publicitários, que complicaram a circulação rodoviária e obrigou a cortes de trânsito.
A autarquia adianta que os danos materiais existentes não se encontram ainda totalmente contabilizados.
Em comunicado, a câmara refere ainda que vai continuar no terreno para dar resposta às muitas ocorrências registadas.
"Durante a manhã de hoje chegaram novas solicitações de apoio às quais a autarquia está a dar resposta, priorizando a circulação nas estradas, a reparação do abastecimento de água e as condições de funcionamento dos serviços municipais", explica.
A Proteção Civil contabiliza 7.809 ocorrências em Portugal continental, entre as 00h00 de quarta-feira e as 16h00 de hoje, devido à passagem da depressão Martinho, em que a região mais afetada é a de Lisboa e Vale do Tejo.
A maioria das ocorrências está relacionada com a queda de árvores, com um total de 4.240 situações, o que corresponde a 54% do total, indicou à agência Lusa o oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) Pedro Araújo.
No mesmo período, a Proteção Civil registou cerca de 1.900 ocorrências por quedas de estruturas e 1.480 associadas à limpeza de vias.
Pedro Araújo adiantou que, das 7.809 situações registadas em Portugal continental, a maioria foi na região de Lisboa e Vale do Tejo, com 4.732, o que representa 61% do total, a que se juntam 1.610 na região Centro.
Por sub-regiões, a mais afetada foi a Grande Lisboa, com 2.870 ocorrências.
Nas operações de socorro, foram empenhados 24.788 operacionais, apoiados por 8.588 meios terrestres, informou o oficial de operações da ANEPC.
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