Thiago Motta concedeu uma extensa entrevista à edição deste sábado do jornal italiano Corriere della Sera, na qual quebrou o silêncio a propósito da decisão da Juventus em demiti-lo, ao cabo de 42 jogos, nos quais somou 18 vitórias, 17 empates e sete derrotas.
"É difícil fazer uma análise, estando tão próximo do que aconteceu. Seguramente, estou desiludido, porque não correu como esperávamos, sobretudo, na Taça de Itália e na Liga dos Campeões, mas não concordo quando ouço falar de um fracasso", começou por afirmar o ex-internacional transalpino.
"O nosso trabalho foi interrompido quando estávamos a um ponto do quarto lugar, que era, no início da temporada, o objetivo prioritário. Quando aceitei este papel, com grande entusiasmo, sabia que seria um projeto de três anos, baseado numa profunda revolução do plantel, com um rejuvenescimento radical", prosseguiu.
"Nos dois últimos jogos, jogámos mal, e, certamente, mudaria as minhas escolhas. Ninguém que não seja arrogante nega os próprios erros, mas não aceite que se mande fora todo o trabalho feito. Um plantel totalmente novo, afetado por lesões, estava prestes a alcançar o objetivo fixado", rematou.
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