"A CaetanoBus está a implementar uma reestruturação interna e uma redefinição do seu modelo de negócio, com o objetivo de fortalecer a sua competitividade e garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo. Esta reestruturação inclui a redução de postos de trabalho, um processo necessário para ajustar a empresa às novas realidades do mercado", respondeu a empresa sediada em Vila Nova de Gaia.
Nos esclarecimentos enviados à Lusa, na sequência da pergunta hoje endereçada ao Governo pelo PCP sobre o despedimento de 45 trabalhadores na empresa, a CaetanoBus alega que, nos "últimos anos, tem enfrentado um contexto de mercado global cada vez mais desafiador".
"A crescente pressão sobre as margens, devido ao aumento da concorrência e ao aumento dos custos de materiais, tem comprometido a sua competitividade, sobretudo no segmento dos veículos urbanos", prossegue a argumentação da empresa que assinala ter "tomado medidas para minimizar os impactos desta decisão e proteger os postos de trabalho".
Neste particular, referem que, desde o segundo semestre de 2024, têm "um processo de reintegração de colaboradores noutras empresas do Grupo Salvador Caetano ou em novas atividades dentro da CaetanoBus", ao mesmo tempo que desenvolvem "programas de requalificação para capacitar os colaboradores com novas competências alinhadas à evolução do mercado, permitindo a sua integração em outras áreas do grupo".
Esta reestruturação permitirá à empresa "concentrar as suas competências diferenciadoras em I&D (Inovação & Desenvolvimento) e na produção de modelos de aeroporto e turismo na unidade de Vila Nova de Gaia", aliado ao facto de que a "transferência dos acabamentos finais e do controlo de qualidade do segmento urbano para a unidade de Ovar permitirá um melhor foco no atendimento às exigências do cliente final".
A empresa estima ter o despedimento coletivo concluído "até final de maio", enfatizando "desenvolver todos os esforços para reduzir o número de colaboradores" que serão despedidos.
Questionada pela Lusa sobre quantos destes colaboradores poderão vir a ser realocados, a empresa respondeu não ter "neste momento visibilidade do número específico", revelando, contudo, que desde novembro de 2024 integraram "25 colaboradores noutras empresas do grupo, evitando assim um número maior de colaboradores incluídos neste despedimento coletivo".
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