A administração da empresa de energias renováveis, que tem a EDP como maior acionista com 71,3% do capital, tinha proposto a distribuição de um dividendo de 0,08 euros por ação mantendo o programa de "scrip dividend", que permite que os detentores de capital possam ser remunerados com a emissão de novas ações.
A EDP já tinha anunciado que, tal como nos exercícios anteriores, pretende receber ações no âmbito deste programa de remuneração flexível a acionistas.
O braço para as renováveis do grupo liderado por Miguel Stilwell de Andrade fechou o exercício de 2024 com prejuízos de 556 milhões de euros.
O resultado foi impactado por itens não recorrentes de 777 milhões de euros, devido à incerteza atual em torno dos projetos 'offshore' nos EUA após as ordens executivas da Admnistração Trump, emitidas em 20 de janeiro, que colocaram um travão aos projetos eólicos no país.
A pesar nas contas também esteve a decisão de não prosseguir com os investimentos para construir os projetos eólicos de 500 MW na Colômbia, "resultando num impacto total de 590 milhões entre imparidade, provisões para garantias ainda a serem incorridas e impostos".
De acordo com a informação enviada hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), os restantes 11 pontos da ordem de trabalhos, entre os quais a aprovação das contas anuais e a política de remuneração dos administradores para o próximo mandato, também foram aprovados na reunião que decorreu hoje de manhã.
A proposta de autorização "para que o Conselho de Administração aprove a aquisição derivativa e venda de ações próprias da EDP Renováveis e/ou das suas sociedades dependentes, até o limite máximo de 10% do seu capital social subscrito", foi outro dos pontos aprovados.
Além disso, também deram 'luz verde' à ratificação da designação das administradoras independentes Laurie Lee Fitch e Gioia Maria Ghezzi.
Leia Também: Igreja do Mosteiro de Santa Clara-a-Nova em Coimbra vai ser reabilitada