Manifestação da CGTP no Porto reuniu mais de dois mil trabalhadores

A manifestação nacional convocada pela CGTP reuniu no Porto mais de duas mil pessoas para exigir "mais salário e melhores pensões" e, em tempo de pré-campanha, "obrigar" a que estas questões façam parte da agenda política dos partidos.

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Lusa
05/04/2025 12:18 ‧ ontem por Lusa

Economia

CGTP

"Nós queremos ouvir quais são as propostas, quais são as intenções que têm se formarem governo, seja ele qual seja, o que é que pretendem realmente para o nosso país", disse à Lusa, o coordenador da União de Sindicatos do Porto, Filipe Pereira.

 

O dirigente sindical explicou que o que se exige com esta manifestação, é "o aumento dos salários, em 15%, com o mínimo de 150 euros, exigir o fim da caducidade da contratação coletiva, exigir a redução do horário de trabalho e o fim da precariedade".

Com os partidos já em pré-campanha eleitoral, este protesto "assume ainda mais importância, numa perspetiva de trazer para a ordem do dia aquilo que são as verdadeiras reivindicações de quem trabalha e de quem trabalhou, nomeadamente dos reformados, pensionistas e jovens", sublinhou.

Ou seja, acrescentou, "estamos aqui a tornar ainda com mais veemência estas nossas reivindicações. Pela necessidade que o momento comporta e para de alguma forma comprometer, inclusive, os próprios partidos a responder a estas reivindicações".

Com a queda do Governo, disse Filipe Pereira, "houve algumas vozes que questionaram se esta manifestação fazia sentido. A demonstração está à vista, porque temos aqui milhares de trabalhadores a mobilizar-se e a juntar-se" provando que "a necessidade de vir para a rua era ainda maior".

"Nós queremos ouvir quais são as propostas, quais são as intenções que têm se formarem governo" e "o que pretendem realmente para o nosso país", sustentou.

Este protesto da CGTP, que se realiza de forma descentralizada, no Porto, em Coimbra e em Lisboa, "tem, assim, um propósito muito concreto, que vem de encontro àquilo que têm sido as reivindicações por parte de quem trabalha, por parte de quem trabalhou. É isto que nos move, é isto que nos leva a estar aqui, mesmo num momento em que não temos propriamente governo" e a pouco mais de um mês para as eleições legislativas, marcadas para 18 de maio.

"A verdade é que se formos fazer um balanço, uma análise daquilo que têm sido as políticas deste governo, que agora cessa funções, seja também por parte do PS, a verdade é que são sempre políticas muito mais canalizadas para os interesses do capital, para os interesses dos grandes grupos económicos que, de alguma forma, relegam para segundo plano aquilo que são os interesses de quem realmente produz a riqueza, que são os trabalhadores".

Por isso, sublinhou, "estas eleições são também uma oportunidade para quem trabalha, para promover uma verdadeira alternativa política que realmente defenda os seus interesses".

No Porto, os trabalhadores dos distritos do Porto, Viana do Castelo, Braga, Vila Real, Bragança e Aveiro concentraram-se a partir das 10:00 no Campo 24 de Agosto, após o que desfilaram até à Avenida dos Aliados.

O lema da manifestação é "Mais salário e melhores pensões | Defender os serviços públicos e as funções sociais do Estado. Segurança Social | Saúde | Educação | Habitação".

Os números da organização apontam para "milhares de pessoas" a participar neste protesto, enquanto a PSP refere "um pouco mais de duas mil".

Leia Também: Trabalhadores manifestam-se hoje em Lisboa, Porto e Coimbra por aumentos

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