Pelas 18:01 (hora de Lisboa), a moeda única seguia a 1,0969 dólares, face aos 1,1038 dólares de quinta-feira, sessão em que chegou a atingir 1,1111 dólares.
O Banco Central Europeu (BCE) fixou a taxa de câmbio de referência do euro em 1,1057 dólares.
O euro ganhou terreno face à libra e perdeu em relação ao iene.
As novas tarifas do governo Trump deverão acelerar a inflação e abrandar o crescimento económico, sendo que o foco da Reserva Federal (Fed) será manter os aumentos de preços temporários, disse hoje o presidente da Fed, Jerome Powell.
Powell afirmou num comentário escrito que as tarifas e os seus impactos na economia e na inflação são "significativamente maiores do que o esperado".
O responsável também disse que os impostos na importação são "altamente prováveis" de levar a "pelo menos um aumento temporário na inflação", mas acrescentou que "também é possível que os efeitos sejam mais persistentes".
Já as bolsas europeias, asiáticas e americanas estão em forte queda há dois dias, com os receios a aumentarem devido ao possível efeito das tarifas no comércio mundial.
Embora as perdas nas bolsas tenham sido mais moderadas na abertura da Europa, aumentaram exponencialmente após a notícia de que a China vai impor 34% de direitos aduaneiros sobre as importações dos EUA a partir de 10 de abril, restringir as exportações de terras raras para os EUA e sancionar empresas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quarta-feira a imposição de uma tarifa de base global de 10% a todos os países que considera estarem a criar barreiras comerciais aos produtos norte-americanos, acrescentando uma tarifa adicional para aqueles que considera serem os "piores infratores".
Será aplicada uma tarifa de 20% a todas as importações provenientes da União Europeia e que acrescem às de 25% sobre os setores automóvel, aço e alumínio.
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