Às 12:40 em Lisboa, o barril de petróleo Brent estava a ser negociado a 64,75 dólares, contra 70,14 dólares na quinta-feira, depois de ter caído mais de 6%, e 74,95 dólares na quarta-feira, antes do início da guerra comercial desencadeada por Trump.
A China anunciou hoje a decisão, que entrará em vigor em 10 de abril, depois de o Presidente norte-americano ter imposto uma tarifa adicional de 34% a produtos chineses na passada quarta-feira.
O petróleo bruto Brent, de referência na Europa, começou hoje a sessão em forte baixa e estava a cair 2,30% para 68,52 dólares durante a manhã, mas depois deslizou.
A tendência de queda do petróleo bruto continua com os investidores a analisar de perto as consequências do anúncio de Trump, que terá um impacto especial na China, o maior importador de petróleo bruto.
Além da China, Trump impôs tarifas universais de 10%, mas no caso da União Europeia (UE) atingem 20%, o que faz temer um abrandamento da procura de petróleo bruto, com impacto na economia e uma possível recessão.
Segundo analistas citados pela Efe, as tarifas atingiram fortemente as principais economias emergentes da Ásia, que representam um mercado importante para o crescimento da União Europeia.
A isto junta-se a decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+), liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, de aumentar a produção de petróleo em 411.000 barris por dia a partir de maio.
Desta forma, o cartel antecipou o compromisso de inverter os cortes de produção durante os próximos 18 meses.
Os membros da organização, que se reuniram virtualmente na quinta-feira, afirmaram ter tomado a decisão de aumentar a produção tendo em conta as perspetivas positivas do mercado.
As ações das principais empresas petrolíferas cotadas na Bolsa de Valores de Londres também caíram hoje.
As ações da BP desceram 2,24% para 391 pence, enquanto as da Shell caíram 2,27% para 2.607 pence.
Os membros da OPEP+ reduziram a produção nos últimos anos para fazer subir os preços, mas estes cortes não foram eficazes devido ao fraco crescimento da procura.
As importações de petróleo, gás e produtos refinados foram isentas das tarifas de Trump, mas a sua política, segundo os especialistas, poderá abrandar o crescimento económico global e acabar por afetar os preços do petróleo.
Leia Também: Líbano pede pressão máxima contra Israel após novos ataques