O salário mínimo é mais prevalente nas mulheres, nos jovens, nos trabalhadores com menor escolaridade e com nacionalidade estrangeira, de acordo com um estudo divulgado pelo Banco de Portugal (BdP), esta sexta-feira.
"Entre 2015 e 2022, a percentagem de trabalhadores abrangidos pelo SMN aumentou de 18% para 23%. Este aumento foi transversal aos grupos socioeconómicos considerados. Em 2022, a percentagem de trabalhadores que recebia o SMN era mais elevada nas mulheres (27%), nos jovens (36%), nos trabalhadores com ensino básico ou inferior (33%) e nos trabalhadores com nacionalidade estrangeira (38%)", revela o BdP, no âmbito da rubrica 'Economia numa imagem'.
E mais: "Em Portugal, o salário mínimo nacional (SMN) é definido anualmente pelo Governo através de decreto-lei, após auscultação da Comissão Permanente da Concertação Social".
"Ao estabelecer um limite mínimo salarial, o SMN afeta diretamente a estrutura de remuneração dos trabalhadores do setor privado. A atualização mais acentuada do SMN nos últimos anos traduziu-se num aumento do número de trabalhadores abrangidos e numa maior prevalência na distribuição salarial", pode ler-se.
Esta análise foi preparada por Sónia Félix e Fernando Martins. "As análises, opiniões e resultados expressos neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem necessariamente com os do Banco de Portugal ou do Eurosistema", é ressalvado.
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