Tarifas de Trump são "um risco significativo" para a economia global

As novas tarifas sobre importações anunciadas pelo Presidente norte-americano Donald Trump representam "um risco significativo" para a economia global, alertou a diretora do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva.

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© Simon Wohlfahrt/Bloomberg via Getty Images

Lusa
04/04/2025 06:36 ‧ ontem por Lusa

Economia

FMI

importante evitar ações que possam prejudicar ainda mais a economia global", disse Georgieva num comunicado na quinta-feira, enquanto os parceiros comerciais de Washington ponderam medidas de retaliação contra as tarifas anunciadas por Trump.

 

"Ainda estamos a avaliar as implicações macroeconómicas das medidas tarifárias anunciadas, mas representam claramente um risco significativo para a perspetiva global num momento de fraco crescimento", disse Georgieva.

"Pedimos aos Estados Unidos e aos seus parceiros comerciais que trabalhem de forma construtiva para resolver as tensões comerciais e reduzir a incerteza", acrescentou.

As tarifas mais elevadas do que o esperado de Donald Trump desencadearam uma queda nos mercados do dólar, do petróleo e das ações em todo o mundo na quinta-feira, com os mercados financeiros a anteciparem um declínio no crescimento e no comércio global.

Wall Street fechou em acentuada baixa, com o S&P500 e o Nasdaq a viverem as piores baixas em cinco anos.

Os resultados de sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average perdeu 3,98%, o tecnológico Nasdaq caiu 5,97%, o pior desempenho desde março de 2020 e o alargado S&P500 recuou 4,84%, a perda maior desde junho de 2020.

A desvalorização das ações na sessão de quinta-feira está estimada em milhares de milhões de dólares. 

A praça bolsista foi abalada pelas novas taxas alfandegárias apresentadas na quarta-feira por Trump, que causaram um vento de pânico na maior parte dos mercados.

Estes agravamentos pautais são particularmente pesados para os exportadores asiáticos e da União Europeia (UE), suscitando ameaças de represália que podem levar à asfixia das economias dos países visados, mas também da dos EUA.  

A ofensiva da Casa Branca, sem paralelo desde os anos 1930, prevê taxas alfandegárias suplementares de 10% e majorações para alguns países: 20% para a UE, 34% para a China, 24% para o Japão e 31% para a Suíça.

"As taxas alfandegárias são mais elevadas e mais graves que previsto e vai ser preciso tempo para determinar os efeitos exatos, não apenas na economia, mas também sobre os lucros das empresas", comentou Tom Cahill, analista da Ventura Wealth Management, em declarações à AFP.

Leia Também: Comissão Europeia inicia negociações com EUA sobre tarifas alfandegárias

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