De acordo com informação do Serviços de Alfândega da China, em janeiro e fevereiro o bloco lusófono vendeu mercadorias no valor de 17 mil milhões de dólares (15,5 mil milhões de euros) para o mercado chinês.
Segundo os dados, reunidos pelo Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), este é o valor mais baixo para os dois primeiros meses de um ano desde 2021, em plena pandemia de covid--19.
A descida deveu-se sobretudo ao maior fornecedor lusófono do mercado chinês, o Brasil, cujas vendas caíram um terço (33,4%) para 13,7 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões de euros).
Além disso, também o segundo maior parceiro comercial chinês no bloco lusófono, Angola, viu as exportações decrescerem 16,4% para 2,37 mil milhões de dólares (2,16 mil milhões de euros).
Também as vendas de mercadorias de Portugal para a China diminuíram 13% para 444,4 milhões de dólares (405,5 milhões de euros).
Pelo contrário, as exportações de Moçambique subiram mais de um terço (34,4%) para 332,2 milhões de dólares (303,1 milhões de euros).
Já as exportações da Guiné Equatorial para o mercado chinês desceram 71,2%, para 85,6 milhões de dólares (78,1 milhões de euros), enquanto as vendas de Timor-Leste encolheram 98%.
As exportações de São Tomé e Príncipe também caíram 53,3%, embora o país não tenha vendido mais de mil dólares (cerca de 912 euros) em mercadorias.
Já Cabo Verde e a Guiné-Bissau não venderam qualquer mercadoria para a China nos primeiros dois meses de 2025.
Na direção oposta, as exportações chinesas para os países de língua portuguesa também diminuíram 9%, para 12,2 mil milhões de dólares (11,1 mil milhões de euros).
Os dados revelam que o Brasil foi o maior comprador no bloco lusófono, com importações vindas da China a atingirem 10,3 mil milhões de dólares (9,42 mil milhões de euros), uma queda de 7,8% em termos anuais.
Em segundo na lista vem Portugal, que comprou à China mercadorias no valor de 932,4 milhões de dólares (850,8 milhões de euros), menos 10,5% do que no mesmo período de 2024.
A China registou um défice comercial de 4,78 mil milhões de dólares (4,36 mil milhões de euros) com o bloco lusófono nos primeiros dois meses de 2025.
Ao todo, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China atingiram 29,2 mil milhões de dólares (26,6 mil milhões de euros), menos 23,1% do que no mesmo período do ano passado.
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