Luigi Mangione, de 26 anos, está acusado de ter matado o CEO da seguradora norte-americana United Helthcare, Brian Thompson, de 50 anos, à porta de um hotel em Manhattan, em Nova Iorque, em dezembro do ano passado. Agora, poderá enfrentar a pena de morte.
O caso remonta a 4 de dezembro de 2024, quando Brian Thompson, que ia participar na conferência anual de investidores da empresa especializada em seguros de saúde, foi morto a tiro no exterior do hotel Hilton Midtown.
Depois de disparar contra o diretor-executivo da seguradora, Luigi Mangione colocou-se em fuga - tendo sido intercetado menos de uma semana depois, num McDonald's, no estado da Pensilvânia.
Já Brian Thompson foi, na altura, transportado para o Hospital Mount Sinai West, em estado crítico, e declarado morto apenas meia hora depois de ter sido atingido.
Da detenção à possível condenação à pena de morte
O jovem de 26 anos é acusado de 11 crimes, incluindo três de homicídio e um de homicídio como ato de terrorismo. No entanto, Mangione declarou-se inocente das acusações de homicídio no estado de Nova Iorque - que o classifica como terrorista.
Já na terça-feira, dia 1 de abril, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, anunciou que deu instruções aos procuradores federais para condenarem Luigi Mangione a pena de morte.
"O homicídio de Brian Thompson – um homem inocente e pai de duas crianças pequenas – por Luigi Mangione foi uma morte premeditada e a sangue frio que chocou a América. Após uma cuidadosa consideração, instruí os promotores federais a escolher a pena de morte neste caso, enquanto vemos que Trump organiza a agenda para lutar contra crimes violentos e tornar a América segura novamente", explicou Pam Bondi.
"Peço desculpa por qualquer conflito ou traumas, mas tinha de ser feito", disse Mangione
No manifesto que estava na sua posse quando foi detido, Luigi Mangione pediu desculpa por "quaisquer conflitos ou traumas" que tenha causado, mas não mostrou arrependimento pelo crime cometido. "Francamente, estes parasitas estavam a pedi-las", escreveu.
O jovem, de 26 anos, começou por dirigir-se ao FBI, deixando claro que agiu sozinho. "Para o FBI, vou ser breve, porque respeito o que fazem pelo nosso país. Para vos poupar uma longa investigação, afirmo claramente que não estava a trabalhar com ninguém", referiu, explicando ainda que tudo "foi bastante trivial", envolvendo "alguma engenharia social elementar" e "muita paciência".
Quem é Luigi Mangione?
Luigi Mangione tem 26 anos e pertence a uma família abastada, bastante conhecida na sua comunidade local e que terá, inclusive, contribuído com milhões de dólares para a indústria da saúde.
O avó de Luigi, Nick Mangione Sr., é descendente de emigrantes italianos e orgulha-se de afirmar que chegou ao país sem um tostão e conseguiu tornar-se milionário. O homem lidera uma série de resorts locais, clubes country, lares e até uma estação de rádio.
Em fevereiro, Luigi Mangione 'falou', pela primeira vez, após ter sido detido. Através de um comunicado publicado no seu site, dirigiu palavras de agradecimento os seus apoiantes, dias antes de comparecer em tribunal.
"Estou sobrecarregado - e grato - por todos os que me escreveram a partilhar as suas histórias e a expressar o seu apoio. Fortemente, esse apoio transcendeu as divisões políticas, raciais e até mesmo de classe, à medida que o correio inundava o Metropolitan Detention Center (MDC, sigla em inglês) vindo de todo o país e do mundo", lê-se.
'Fãs' de Mangione revelam atração por suspeito
Muitas 'fãs' mencionam o aspeto físico do alegado homicida e, aliás, muitos internautas têm vindo a revelar a atração que sentem por Luigi Mangione. É uma reação normal? Estamos a ficar dessensibilizados em relação a acontecimentos violentos? Existe a tendência de romantizar alguns crimes e quem os comete?
Recorde as explicações que o neuropsicólogo Alberto Lopes deu ao Notícias ao Minuto:
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