No final de um colóquio em Miami, o político cubano-americano defendeu que, em comparação com as tarifas impostas à China e aos países asiáticos, a região teve "boas notícias ontem (quarta-feira)".
"Os países asiáticos têm o triplo, o quádruplo, o quíntuplo do que as Américas têm, portanto, no final do dia, na base (...) está a América Latina. Obviamente, o primeiro beneficiário são os Estados Unidos e, em conjunto" com a região, argumentou Claver-Carone à agência noticiosa EFE.
Questionado sobre como será afetada a população, o responsável indicou ser errado colocar a hipótese porque "os cidadãos comuns não estão a exportar produtos para os Estados Unidos".
Em comparação com o resto do mundo, "agora vão estar em vantagem" porque "se uma empresa da América Central exportar um produto têxtil, por exemplo, que era exportado do Vietname ou da China, etc., essa empresa da América Central vai ter mais negócios porque, no final do dia, será quase um quinto mais barato do que comprá-lo no Vietname, na China, etc.".
"Portanto, a América Latina vai ganhar", concluiu.
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