China promete "contramedidas necessárias" após EUA duplicar tarifas

O governo chinês prometeu hoje tomar "todas as contramedidas necessárias" depois de o Presidente dos Estados, Donald Trump, ter dito que iria duplicar a tarifa de 10% sobre as importações vindas da China.

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Lusa
28/02/2025 06:48 ‧ há 5 horas por Lusa

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"Se os Estados Unidos persistirem neste caminho, a China tomará todas as contramedidas necessárias para defender os seus direitos e interesses legítimos", afirmou o Ministério do Comércio chinês.

 

"A China opõe-se firmemente a esta medida", acrescentou o ministério, em comunicado.

Na quinta-feira, Trump disse que vão entrar em vigor tarifas de 25% ao Canadá e ao México a partir de terça-feira, dia 04 de março, além de duplicar a tarifa de 10% cobrada à China.

Numa publicação na sua rede social, a Truth Social, Trump disse que drogas ilícitas como o fentanil estão a ser contrabandeadas para os Estados Unidos a "níveis inaceitáveis" e que as taxas de importação obrigam outros países a reprimir o tráfico.

"Não podemos permitir que este flagelo continue a prejudicar os EUA e, por isso, até que pare ou seja seriamente limitado, as tarifas propostas, previstas para entrarem em vigor no dia 04 de março, entrarão, de facto, em vigor, como previsto", escreveu o Presidente republicano.

"Isto é típico do que se chama culpar os outros e fugir à responsabilidade", disse um porta-voz do Ministério do Comércio da China.

"A China é um dos países com a política antidroga mais rigorosa e abrangente do mundo" e está a cooperar ativamente "com os Estados Unidos e outros países do mundo" nesta matéria, enfatizou.

"Mas os Estados Unidos optaram desde o início por ignorar esta realidade", lamentou o porta-voz.

O comunicado referiu ainda que as novas taxas alfandegárias "aumentarão a carga sobre as empresas e os consumidores norte-americanos e comprometerão a estabilidade da cadeia industrial global".

Em janeiro, a China respondeu às taxas impostas por Trump - 10% sobre as importações de todos os produtos chineses - com uma taxa de 10% a 15% sobre certos produtos dos EUA, além de novos controlos de exportação de minerais essenciais e uma investigação contra o gigante tecnológico norte-americano Google.

A China também protestou contra as últimas taxas dos EUA de 25% sobre importações de aço e alumínio, uma vez que exporta estes materiais para outros países, como o Canadá e o México, que, por sua vez, os vendem aos EUA.

Esta declaração de Trump veio na sequência do anúncio, na quarta-feira, de tarifas de 25% sobre os produtos europeus.

"Tomámos a decisão e anunciá-la-emos em breve: será de 25%", garantiu Trump, no final da primeira reunião do seu Governo na Casa Branca, acrescentando que a mesma percentagem de tarifas será aplicada aos produtos canadianos e mexicanos, a partir de 02 de abril.

Contudo, o Presidente dos EUA decidiu antecipar a imposição de tarifas ao México e ao Canadá.

Leia Também: EUA instam governos a protegerem uigures e não deportarem para a China

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