A banda britânica Muse anunciou, esta quarta-feira, que irá adiar o seu concerto em Istambul devido aos protestos contra o governo do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. A decisão surge após os fãs pedirem que o concerto fosse cancelado depois de o promotor ter insultado os manifestantes antigovernamentais.
"Depois de uma análise cuidadosa e de ouvir o feedback dos nossos fãs, respeitando plenamente as suas preocupações, o nosso espetáculo em Istambul será agora adiado para 2026, para que possamos garantir que a DBL Entertainment não estará envolvida", afirmou a banda na rede social X.
O concerto da banda de rock iria realizar-se a 11 de junho, em Istambul, e os bilhetes ficariam disponíveis amanhã, 3 de abril.
No sábado, o proprietário da DBL Entertainment, Abdulkadir Ozkan, comentou um vídeo dos protestos na Turquia nas redes sociais e criticou os manifestantes. "É uma hostilidade clara e evidente contra o capital! É traição", escreveu no X.
After careful consideration and hearing the feedback from our fans whilst fully respecting their concerns, our show in Istanbul will be now postponed until 2026 so we can ensure DBL Entertainment will not be involved.
— muse (@muse) April 2, 2025
Thank you for your ongoing support, it means everything to…
Já na terça-feira, após os fãs começarem a apelar ao boicote dos concertos organizados pela DBL Entertainment, Ozkan emitiu um comunicado, onde afirmou que a sua publicação foi "descontextualizada" e defendeu ser uma "pessoa que acredita que a liberdade de expressão e de protesto, que é um dos valores fundamentais da Turquia, deve ser exercida sem violência".
KAMUOYUNA SAYGIYLA DUYURULUR
— Abdülkadir Özkan (@akadir137) April 1, 2025
Yakın zamanda kişisel sosyal medya hesabımda yaptığım bir paylaşımın, bağlamından koparılarak farklı anlamlara çekilmesi ve kamuoyunda yarattığı hassasiyeti üzülerek takip ediyorum. Paylaşımımda, belirli bir işyerine yönelik şiddet eylemini…
Sublinhe-se que os apelos ao boicote contra o governo aumentaram recentemente, na sequência da detenção do presidente da câmara da cidade de Istambul, Ekrem Imamoglu, considerado o principal rival do presidente Recep Tayyip Erdogan.
Imanglou, detido preventivamente, é acusado pelo Ministério Público de corrupção, suborno, manipulação de concursos públicos municipais e colaboração com o terrorismo.
A oposição considera, no entanto, que se trata apenas de um pretexto para afastar da corrida política o popular presidente da câmara, que venceu as eleições de Istambul em 2019 e renovou o seu mandato em março de 2024, com um milhão de votos de vantagem sobre o partido islamita AKP, de Erdogan.
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