Muse cancelam concerto em Istambul após apelos de fãs antigovernamentais

A decisão surge após os fãs da banda britânica pedirem que o concerto fosse cancelado depois de o promotor ter insultado manifestantes antigovernamentais.

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© SUZANNE CORDEIRO/AFP via Getty Images

Notícias ao Minuto
02/04/2025 22:53 ‧ ontem por Notícias ao Minuto

Cultura

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A banda britânica Muse anunciou, esta quarta-feira, que irá adiar o seu concerto em Istambul devido aos protestos contra o governo do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. A decisão surge após os fãs pedirem que o concerto fosse cancelado depois de o promotor ter insultado os manifestantes antigovernamentais.

 

"Depois de uma análise cuidadosa e de ouvir o feedback dos nossos fãs, respeitando plenamente as suas preocupações, o nosso espetáculo em Istambul será agora adiado para 2026, para que possamos garantir que a DBL Entertainment não estará envolvida", afirmou a banda na rede social X. 

O concerto da banda de rock iria realizar-se a 11 de junho, em Istambul, e os bilhetes ficariam disponíveis amanhã, 3 de abril.

No sábado, o proprietário da DBL Entertainment, Abdulkadir Ozkan, comentou um vídeo dos protestos na Turquia nas redes sociais e criticou os manifestantes. "É uma hostilidade clara e evidente contra o capital! É traição", escreveu no X.

Já na terça-feira, após os fãs começarem a apelar ao boicote dos concertos organizados pela DBL Entertainment, Ozkan emitiu um comunicado, onde afirmou que a sua publicação foi "descontextualizada" e defendeu ser uma "pessoa que acredita que a liberdade de expressão e de protesto, que é um dos valores fundamentais da Turquia, deve ser exercida sem violência". 

Sublinhe-se que os apelos ao boicote contra o governo aumentaram recentemente, na sequência da detenção do presidente da câmara da cidade de Istambul, Ekrem Imamoglu, considerado o principal rival do presidente Recep Tayyip Erdogan.

Imanglou, detido preventivamente, é acusado pelo Ministério Público de corrupção, suborno, manipulação de concursos públicos municipais e colaboração com o terrorismo.

A oposição considera, no entanto, que se trata apenas de um pretexto para afastar da corrida política o popular presidente da câmara, que venceu as eleições de Istambul em 2019 e renovou o seu mandato em março de 2024, com um milhão de votos de vantagem sobre o partido islamita AKP, de Erdogan.

Leia Também: Turquia critica ministro israelita por chamar ditador a Erdogan

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