Uriah Rennie, o primeiro árbitro negro da história da Premier League, concedeu, esta quinta-feira, uma extensa entrevista à estação televisiva britânica BBC, na qual tornou pública a luta contra uma doença rara, que o deixou paralisado da cintura para baixo.
O homem que apitou mais de 300 jogos do principal escalão do futebol inglês, entre 1997 e 2008, preparava-se para dar início a uma nova carreira, no passado ano de 2024, enquanto chanceler da Sheffield Hallam University, mas uma viagem à Turquia, onde iria festejar o aniversário, acabou por mudar-lhe a vida.
O ex-juiz, atualmente, com 65 anos de idade, sentiu uma dor súbita nas costas, pelo que se viu obrigado a regressar a 'casa', em outubro, para dar entrada no Northern General Hospital: "Pensei que tinha dormido mal numa espreguiçadeira...".
"Esperava fazer parapente, mas, por causa da dor nas costas, não consegui. No final das férias, não conseguia dormir nada, devido às dores, e, quando cheguei a casa, mal conseguia andar", afirmou Uriah Rennie, que, desde então, se viu remetido a uma cadeira de rodas.
"Passei um mês deitado de costas, e outros quatro meses sentado na cama. Mantiveram-me no hospital até fevereiro, quando encontraram um nódulo a pressionar-me a colune, e era uma condição neurológica rara, por isso, não era algo que pudessem operar", prosseguiu.
"Tive de aprender a mexer-me, novamente. Estou a retreinar as pernas. Foi estranho. Passei de correr pela cidade para, no fundo, estar parado durante muito tempo. Não tinha problemas anteriores nas costas, mas, de repente, não conseguia mexer-me", completou.
Leia Também: Premier League introduz fora de jogo semiautomático ainda esta temporada