FC Porto e Benfica preparam-se para protagonizar um dos duelos mais escaldantes da época, este domingo, sendo que, na retina, ainda estará o último Clássico no Dragão, com uma épica goleada azul e branca, por 5-0, no passado dia 3 de março de 2024.
Desde então, passaram quase 400 dias e muita coisa mudou, desde os jogadores às equipas técnicas, embora o contexto de ambas as equipas até fosse algo semelhante. Já o árbitro é precisamente o mesmo - trata-se de João Pinheiro, que já havia apitado o duelo da primeira volta (4-1), na Luz, no dia 10 de novembro de 2024.
Entre os 32 atletas que estiveram em campo, 14 já não se encontram nos respetivos plantéis, sendo que o FC Porto é responsável por oito desses ausentes e o Benfica pelos restantes seis. Afinal, quem são eles?
Do lado dos dragões, os então titulares Pepe (fim de carreira), Wendell (São Paulo), Francisco Conceição (Juventus), Wenderson Galeno (Al-Ahli) e Evanilson (Bournemouth) seguiram outro rumo, aos quais se somam as saídas de Jorge Sánchez (Cruz Azul), Iván Jaime (Valencia) e Toni Martínez (Alavés).
Já nas águias, registaram-se as saídas dos titulares Morato (Nottingham Forest), João Mário (Besiktas), João Neves (PSG), Rafa Silva (Besiktas) e Casper Tengstedt (Hellas Verona), acrescentando-se ainda David Neres (Napoli).
No que às equipas técnicas diz respeito, as despedidas foram distintas. No FC Porto, Sérgio Conceição foi rendido por Vítor Bruno, seu ex-adjunto, já depois de André Villas-Boas ter sucedido a Pinto da Costa na presidência, embora o treinador seja agora Martín Anselmi. No Benfica, Roger Schmidt não resistiu aos resultados oscilantes nos primeiros quatro jogos da época e acabou rendido por Bruno Lage, na sua terceira passagem pela Luz.
Afinal, como estavam os rivais?
À semelhança do que acontece atualmente, o FC Porto encontrava-se a nove pontos de distância do Benfica, pelo que um triunfo - que acabou em goleada - possibilitava uma aproximação, tal como se verificou com os 52 pontos alcançados, atrás dos 58 das águias. Agora, a repetir-se a história, o cenário seria o de ver os azuis e brancos a chegar aos 59 pontos, atrás dos 65 dos encarnados.
No entanto, nessa altura, faltavam onze jornadas e muita coisa podia acontecer, sendo que o Sporting era igualmente líder (com um ponto de vantagem sobre as águias, que passou a quatro). Os campeões nacionais podem, por isso, aproveitar o resultado do Clássico para 'embalar' no trono, mas a verdade é que, 24 horas depois, recebem o Sporting de Braga - que volta a estar intrometido na luta pela última vaga do pódio.
Contas feitas, o FC Porto pode aproximar-se, pelo menos, do segundo lugar, em caso de triunfo, mas um cenário de derrota até pode atirar os dragões para fora do pódio, perante um Benfica que continua a discutir, taco a taco, a liderança com o Sporting. Haverá espaço para um 'baralhar' de contas ou o fosso será cada vez maior? Domingo (e segunda-feira) saberemos.
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