Stellantis menoriza impacto de tarifas e diz que é "problema norte-americano"

O grupo automóvel Stellantis, resultante da fusão das antigas Fiat-Chrysler e PSA, desvalorizou hoje o impacto nas suas fábricas das tarifas de 25% sobre os carros importados pelos EUA, que entraram hoje em vigor, considerando ser "um problema norte-americano".

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Lusa
03/04/2025 13:09 ‧ ontem por Lusa

Economia

Stellantis

 

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"Em 2024 exportamos para a América do Norte menos de 20.000 automóveis de Itália. É evidente que não é um número muito elevado e que o problema é norte-americano, para México e Canadá", disse à Efe uma fonte do grupo em Itália.

A dimensão do grupo, considerado o quarto maior construtor automóvel do mundo, pode expô-lo às tarifas para o setor automóvel promovidas pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump.

Trump anunciou tarifas globais de 10% para todos os produtos da maioria dos países e, nalguns casos, ainda maiores, como China ou União Europeia (UE).

A América do Norte é um dos principais mercados da Stellantis, onde em 2024 alcançou um volume de negócios acumulado de 63,5 mil milhões de euros divididos entre EUA, México e Canadá e entregou 1,4 milhões de veículos.

Nesta região, o grupo emprega 75 mil pessoas.

A maior parte dos veículos comercializados para o mercado norte-americano são fabricados a nível local, tendo apenas cerca de 20.000 carros sido montados nas suas 11 fábricas em Itália -- a maioria Fiat 500 elétricos ou Alfa Romeo Stelvio, Giulia ou Tonale, bem como o utilitário Dodge Hornet.

A maior produção norte-americana resulta da herança que tem da Chrysler, tornando-se membro do grupo das 'três grandes', a par da General Motors e da Ford.

No total, são 16 fábricas nos Estados Unidos da América nos estados de Michigan, Indiana e Ohio, com 52 trabalhadores, a que se juntam fábricas estratégicas no Canadá e no México.

É nesse sentido que aumenta o problema para o grupo, com a aplicação de um imposto sobre cada carro ou componente que entre no mercado dos EUA a partir de fábricas mexicanas ou canadianas.

O mais importante para o grupo é, segundo as fontes citadas pela Efe, a clareza, a estabilidade e a existência de "um contexto regulamentar previsível".

A nível nacional em Itália, a maior preocupação passa mesmo pelos efeitos das exportações de componentes que são utilizados em carros que são, em última instância, negociados para os EUA.

O presidente da Stellantis, John Elkann, herdeiro da família Agnelli, tentou convencer Trump a adiar as tarifas por um mês e, na segunda-feira, voltou a encontrar-se com o chefe de Estado norte-americano para discutir a vontade de Washington em ser menos rígida com as normas de emissões.

A produção automóvel em Itália tem vindo a descer e, em 2024, recuou para 310.000 automóveis, 42,8% abaixo do produzido no ano anterior, segundo dados do setor sobre um setor que tem capacidade para produzir cerca de dois milhões de carros por ano.

A Ferrari, que tem no continente americano o seu segundo maior mercado (4.003 veículos de 13.752 vendidos em 2024) já reagiu às tarifas, aumentando o preço de vários dos seus modelos nos EUA.

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