China acusa Taiwan de "entregar a TSMC de bandeja" aos EUA

A China acusou hoje as autoridades de Taiwan de "entregarem de bandeja" a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), o maior fabricante de semicondutores do mundo, aos Estados Unidos, onde a empresa anunciou grandes planos de investimento e expansão.

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Lusa
26/03/2025 06:12 ‧ há 3 dias por Lusa

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O porta-voz do Gabinete do Conselho de Estado para os Assuntos de Taiwan, Chen Binhua, lamentou que "a TSMC se tenha tornado um pedaço de carne suculenta na tábua de cortar, pronta a ser desfeita em pedaços", segundo a televisão estatal CCTV.

 

De acordo com Chen, a TSMC está a tornar-se "uma empresa americana", o que, segundo ele, é um sinal de que o Partido Democrático Progressista (DPP), no poder em Taiwan, "só tem em mente o egoísmo partidário e não se preocupa com o bem-estar dos compatriotas de Taiwan ou com os interesses do setor industrial".

O porta-voz advertiu que o DPP "vai avançar" na via da "venda e destruição de Taiwan" e que o setor industrial e o povo do território "não só perderão postos de trabalho, mas também oportunidades de desenvolvimento futuro".

O porta-voz acusou o líder de Taiwan, William Lai, de "vender Taiwan" e de "abuso de poder".

A TSMC controla cerca de 90% do mercado mundial de fabrico de semicondutores avançados, essencial para empresas norte-americanas como a Nvidia e a Apple, e para tecnologias como a inteligência artificial.

O CEO da TSMC, C.C. Wei, anunciou no início deste mês, a partir da Casa Branca, um investimento de 100 mil milhões de dólares (quase 93 mil milhões de euros) nos EUA, que alguns analistas interpretaram como um gesto de boa vontade para com o presidente norte-americano, Donald Trump.

O investimento destina-se a construir três novas fábricas, duas instalações avançadas de embalagem de 'chips' e um centro de investigação e desenvolvimento.

Estes 100 mil milhões de dólares juntam-se ao investimento de 65 mil milhões de dólares (60 mil milhões de euros) da TSMC em Phoenix, Arizona, onde tem uma fábrica que começou a funcionar no final de 2024 e planeia abrir mais duas fábricas nos próximos anos.

Embora a TSMC tenha defendido estes investimentos numa perspetiva puramente comercial, o governo de Taiwan procura uma aproximação com Trump, que ameaçou impor taxas até 100% sobre os 'chips' taiwaneses e acusou repetidamente a ilha de "usurpar" a indústria de semicondutores dos Estados Unidos.

De acordo com o líder de Taiwan, a expansão global da TSMC reforça a sua liderança e a competitividade da indústria de semicondutores de Taiwan.

Leia Também: Chinesa deixa Taiwan antes de ser deportada por apoiar "reunificação"

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