Universitários e oposição pedem boicote ao comércio em protestos contra Erdogan

Grupos universitários e a oposição incentivaram os turcos a participar hoje num dia "sem compras", um dos protestos e manifestações contra o governo do Presidente, Recep Tayyip Erdogan, pela prisão do presidente da Câmara de Istambul, Ekrem Imamoglu.

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Lusa
02/04/2025 09:11 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Turquia

O presidente da Câmara de Istambul era visto como o principal rival de Erdogan nas eleições presidenciais agendadas para 2028.

 

Este apelo decorre de um pedido de Özgür Özel, líder do CHP, o partido do autarca detido, para que o público boicote empresas e meios de comunicação próximos do governo islâmico turco.

O próprio Imamoglu, da prisão, expressou o seu apoio à iniciativa dos estudantes universitários.

A campanha "compras zero" tem como objetivo conscientizar a população e exigir a libertação imediata de 301 estudantes detidos durante os protestos que começaram após a prisão de Imamoglu, em 19 de março.

Estudantes universitários esperam que o boicote se espalhe por toda a sociedade e se torne numa greve geral contra o governo.

O ministro do Interior, Ali Yerlikaya, disse hoje que o "boicote económico" é uma "sabotagem" e uma "tentativa de golpe de estado".

"É uma sabotagem contra a nossa independência económica. Este boicote significa brincar com os meios de subsistência de milhares de pessoas. Este apelo é um assassinato da nossa economia nacional. É uma tentativa de reduzir o pão do nosso próprio povo e uma tentativa de golpe contra nossa economia", declarou Yerlikaya, numa publicação nas redes sociais.

O Ministério Público de Istambul iniciou uma investigação sobre os apelos para aderir ao boicote, considerando-os crimes de ódio, discriminação e incitação à hostilidade.

Perante esta investigação, a oposição já veio lembrar que o próprio Erdogan convocou em 2008 um boicote aos meios de comunicação que ele acreditava não estarem a acompanhar os eventos do seu partido (AKP).

Imanglou, detido preventivamente, é acusado pelo Ministério Público de corrupção, suborno, manipulação de concursos públicos municipais e colaboração com o terrorismo, esta última em referência a um acordo pré-eleitoral com o DEM, o partido de esquerda pró-curdo, a terceira maior força no parlamento.

A oposição considera, no entanto, que se trata apenas de um pretexto para afastar da corrida política o popular presidente da câmara, que venceu as eleições de Istambul em 2019 e renovou o seu mandato em março de 2024, com um milhão de votos de vantagem sobre o partido islamita AKP, de Erdogan.

Leia Também: Turquia critica ministro israelita por chamar ditador a Erdogan

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