Netanyahu deve deslocar-se hoje a Budapeste onde realiza uma visita oficial a partir de quinta-feira, a convite do primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán.
Além de Benjamin Netanyahu, outros 30 cidadãos israelitas são também alvo de processos do TPI por crimes de guerra em Gaza.
A HRT, organização sediada na Bélgica, disse que vai apresentar um pedido de investigação ao Tribunal Penal Internacional (TPI) e pedir ao Ministério Público húngaro que detenha Netanyahu na Hungria.
Esta organização não-governamental vai também notificar as companhias aéreas europeias para que sejam recusadas as passagens ao primeiro-ministro de Israel.
As equipas da fundação estão também a preparar-se para ativar a jurisdição internacional se Netanyahu viajar para o exterior da Hungria, acrescentou a HRF que tem o nome de uma criança palestiniana que morreu em Gaza juntamente com toda a família.
Exortou também todos os Estados europeus a respeitarem o direito internacional e a recusarem a entrada aos suspeitos de crimes de guerra.
Durante o mandato de Netanyahu, o Exército israelita supervisionou a morte de mais de 40 mil pessoas em Gaza, incluindo 13 mil crianças, e a destruição generalizada de edifícios civis.
"Estas ações não só são moralmente indefensáveis, como são legalmente passíveis de ação ao abrigo do direito internacional", sublinhou a HRF, salientando que receber Netanyahu na Hungria, ou facilitar a viagem através do espaço aéreo europeu, constitui violação da lei universal.
A HRF vai apresentar uma comunicação pormenorizada ao Gabinete do Procurador do TPI, instando a uma investigação sobre o incumprimento pela Hungria das obrigações ao abrigo do Estatuto de Roma.
A comunicação aborda igualmente a responsabilidade de outros Estados europeus cujo espaço aéreo pode ser utilizado para facilitar a viagem de Netanyahu, apesar das obrigações legais de intercetar e deter suspeitos do TPI.
O Ministério Público húngaro vai também ser contactado pela HRF para que dê início a um processo imediato, em conformidade com o quadro jurídico penal internacional, para prender Netanyahu aquando da chegada do primeiro-ministro de Israel.
"A inação constituiria uma cumplicidade e uma violação dos compromissos jurídicos nacionais e internacionais", advertiu.
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