Os novos ataques de hoje tiveram como alvo a cidade de al-Kiswah, nos arredores da capital, segundo a agência noticiosa, que não deu mais detalhes.
O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, com sede no Reino Unido e com uma vasta rede de observadores no terreno, afirmou, em comunicado, que a operação israelita atingiu, por um lado, posições militares pertencentes à Primeira Divisão em al-Kiswah e, ????por outro, posições da Brigada 75 na vizinha al-Mokaylebah.
Na quarta-feira à noite, as forças israelitas atacaram cinco áreas diferentes da Síria num período de meia hora, incluindo Damasco e o aeroporto militar de Hama (noroeste), que foi "praticamente destruído" devido ao impacto dos mísseis, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio.
Coincidindo com esta vaga de bombardeamentos, as forças israelitas avançaram pela primeira vez para os arredores da cidade de Nawa, na província de Daraa, no sul do país, e levaram a cabo ataques em que morreram nove pessoas e outras 23 ficaram feridas, segundo o balanço oficial das autoridades locais sírias.
A versão do Exército Israelita defende que os alvos das suas ações em Daraa eram homens armados em resposta a tiros contra as suas tropas.
O Exército israelita foi destacado para a zona desmilitarizada na sua fronteira com a Síria após o derrube do regime de Bashar al-Assad em dezembro passado e desde então tem avançado para zonas do território sírio mais a norte.
Desde a queda do regime sírio, o país é controlado pelos antigos membros do grupo rebelde sunita e de inspiração islamita Organização para a Libertação do Levante (Hayat Tahrir al-Sham, HTS), liderada por Ahmed al-Charaa, atual Presidente de transição.
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