Mas Helyeh Doutaghi, uma conhecida crítica de Israel que trabalhava em Yale, com um visto, como investigadora associada e vice-diretora do Projeto Direito e Economia Política, nega que não tivesse cooperado.
Considera que foi despedida pelo seu criticismo do genocídio na Faixa de Gaza, quando as universidades ao longo dos EUA enfrentam pressões do governo de Donald Trump para reprimirem alegadas expressões de antissemitismo.
Em comunicado, a faculdade disse que a ligação com Doutaghi, de 30 anos, foi extinta em 28 de março, depois de esta ter recusado comparecer pessoalmente para responder a "alegações sérias" sobre uma eventual pertença à Rede Samidoun de Solidariedade com os Prisioneiros Palestinianos, que os EUA e o Canadá acusam de ser uma organização de fachada para obter financiamento para "a terrorista Frente Popular de Libertação da Palestina".
Questionada pela Associated Press se era membro da Samidoun ou com ela relacionada por outro meio, Doutaghi respondeu que não estava envolvida com qualquer grupo que violasse a lei dos EUA.
Ela e o seu advogado, Eric Lee, garantiram que tinham proposto responder por escrito às questões de Yale. Doutaghi adiantou que estava preocupada com a eventualidade de ser detida e deportada se aparecesse pessoalmente.
"Isto tornou-se parte do fascismo que grassa neste país, que quem se pronuncia contra o genocídio e ao apoio e cumplicidade dos EUA com o mesmo, tem de esperar pagar o preço com as suas carreiras, os seus meios de subsistência, os seus empregos, os estudantes com as suas graduações, como se viu em Columbia, como se viu em Cornell e em outros lados", disse, durante um contacto telefónico, referindo-se a estudantes apoiantes da causa palestiniana naquelas escolas que foram identificados para serem deportados.
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