Número de mortos em Myanmar aumenta para 3.354 após sismo

O número de mortos do sismo de 28 de março em Myanmar aumentou para 3.354, avançou hoje a imprensa estatal, numa altura em que as agências da ONU continuam a apelar à disponibilização de ajuda de emergência.

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© ZAW HTUN/AFP via Getty Images

Lusa
05/04/2025 16:34 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Myanmar

O sismo de magnitude 7,7 atingiu uma grande área do país, causando danos significativos em seis regiões e estados, incluindo a capital Naypyitaw, deixando ainda muitas áreas sem energia e comunicações.

 

O abalo agravou também a crise humanitária desencadeada pela guerra civil do país, que deslocou internamente mais de três milhões de pessoas, de acordo com as Nações Unidas.

Segundo noticiou hoje o jornal estatal Global New Light of Myanmar, o número de mortos chegou aos 3.354, registando-se ainda 4.850 feridos e 220 desaparecidos, tendo sido resgatadas pelas equipas de socorro 653 pessoas.

O líder do Governo militar, general Min Aung Hlaing, adiantou que o sismo foi o segundo mais forte da história do país, após o terramoto de magnitude 8 registado a leste de Mandalay, em maio de 1912.

O porta-voz do Governo militar avançou hoje, após uma cimeira regional realizada em Banguecoque, que os primeiros-ministros e as autoridades dos países participantes, incluindo a Índia e a Tailândia, prometeram prestar a assistência necessária para os esforços de ajuda e reabilitação nas áreas atingidas pelo terramoto.

Referiu ainda que 18 países estão a prestar assistência às áreas afetadas e mais de 60 aeronaves estão a transportar equipas de resgate e mantimentos de emergência para as zonas afetadas.

O Reino Unido atribuiu mais 10 milhões de libras (cerca de 11,7 milhões de euros) para a resposta humanitária em curso, informou a sua embaixada em Yangon, elevando o total de ajuda financeira para 25 milhões de libras (cerca de 29,3 milhões de euros).

Os militares e vários grupos de resistência armada declararam um cessar-fogo temporário na quarta-feira, após o terramoto, para facilitar o fluxo de ajuda humanitária.

No entanto, o Governo de Unidade Nacional, que se opõe à junta militar de Myanmar, denunciou hoje que continuam os ataques das Forças Armadas, que fizeram 68 mortos civis desde o terramoto.

Esta denúncia surge um dia depois de o Gabinete das Nações Unidas para os Direitos Humanos ter afirmado que a junta militar não respeitou o cessar-fogo, tendo efetuado, pelo menos, 16 ataques desde a trégua e um total de 61 desde o terramoto.

Leia Também: Ataques da junta militar de Myanmar provocaram 68 mortos

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