"As tarifas de Donald Trump não representam todos os americanos", assegurou o democrata em vídeos publicados nas redes sociais.
"A Califórnia não é Washington D.C.", insistiu, num comunicado de imprensa, apresentando o Estado da Califórnia como um "parceiro estável e fiável para as gerações vindouras".
A sua administração tem a tarefa de "procurar novas relações comerciais estratégicas", segundo o comunicado.
Neste contexto, o governador pede "aos parceiros comerciais de longa data que isentem os produtos fabricados na Califórnia de quaisquer medidas de retaliação".
Newsom, a quem a imprensa norte-americana atribui regularmente ambições presidenciais, não especificou como é que novos acordos poderiam contornar a política protecionista lançada por Donald Trump.
O presidente norte-americano atacou o comércio livre, esta semana, anunciando tarifas punitivas contra diversos países de todo o mundo.
De acordo com esta ofensiva comercial, sem equivalente desde a década de 1930, os produtos chineses devem, em particular, ser tributados a 54% no total, e os provenientes da União Europeia a 20%.
Na sexta-feira, a China respondeu anunciando direitos alfandegários adicionais de 34% sobre os produtos norte-americanos, a partir de 10 de abril, para "além da taxa de direitos alfandegários atualmente aplicáveis".
"Não ficaremos de braços cruzados durante a guerra das tarifas de Trump", insistiu Newsom no X.
Estado mais populoso do país, com 39 milhões de habitantes, a Califórnia representa 14% do PIB norte-americano e é a quinta maior economia do mundo. Berço da tecnologia, é também o principal produtor industrial e agrícola do país.
A Califórnia depende largamente das suas relações com o México, o Canadá e a China, todos eles alvo, em maior ou menor escala, de novos direitos alfandegários desde o regresso de Donald Trump ao poder.
Depois dos incêndios que assolaram Los Angeles em janeiro, a Califórnia teme também que as taxas alfandegárias impostas pelo bilionário republicano atrapalhem a reconstrução da cidade, ao tornarem mais caros materiais de construção como a madeira, o aço, o alumínio e o contraplacado, muitas vezes importados.
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