Irmãos diagnosticados com 'Alzheimer infantil'. "Dia mais cruel"

Kelver e Lara sofrem da síndrome de Sanfilippo. Diagnóstico mudou a vida da família, que vive no Pará, Brasil.

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Notícias ao Minuto
04/04/2025 10:22 ‧ ontem por Notícias ao Minuto

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Duas crianças do Pará, no Brasil, foram diagnosticadas com a síndrome de Sanfilippo, conhecida por 'Alzheimer infantil', o que mudou por completo a vida de toda a família que vivia uma calma vida no campo.

 

Ao site brasileiro Crescer, Zilândia Rêgo contou que os filhos sempre foram "muito saudáveis", mas, aos seis anos, Kelver começou a apresentar sinais de que algo não estaria bem, como regressão na fala e quedas constantes.

Após diversos exames, tanto ele como Lara, a irmã, foram diagnosticados com a síndrome de Sanfilippo (mucopolissacaridose III A ou MPS III A) uma condição genética e hereditária rara que causa demência na infância e não tem cura.

"O meu filho dizia que queria ser médico para cuidar de mim. A minha filha queria ser professora. Hoje cuido eu deles, tal como o Kelver dizia que ia cuidar de mim", lembrou a mãe.

As informações sobre a condição são escassas. Zilândia queria falar com alguma família que tivesse a passar pelo mesmo, mas não encontrava. Por isso, decidiu criar perfis nas redes sociais onde partilha o seu dia a dia com Kelver, hoje com 17 anos, e Lara, de 15, para consciencializar outras famílias sobre a síndrome.

No TikTok já tem mais de 200 mil seguidores, no Facebook 165 mil. “A minha intenção é partilhar sobre as regressões e sintomas para ajudar outras famílias que, assim como eu, não sabiam que isto existia”, explicou.

@zilandarego

Eles muito tranquilos

som original - Zilanda

Durante a mesma entrevista, Zilândia explica que foi muito difícil receber o diagnóstico dos filhos. "Foi o dia mais cruel da minha vida. Tinha perdido a minha mãe há cinco anos, três dias antes do diagnóstico perdi o meu pai. E eu estava ali, com aquela informação toda, sem conhecimento nenhum sobre a síndrome, sem saber o que fazer. Foi o dia mais angustiante da minha vida", lamentou.

Além da expetativa de vida reduzida - que é de 15 a 20 anos – e da demência, a síndrome traz diversos problemas: insónias, problemas intestinais e de deglutição, problemas motores.

Mas o maior desafio, para Zilândia, tem sido o preconceito, as críticas. "Somos julgados por onde passamos, nós e os nosso filhos", ressalvou.

Apesar de todas as dificuldades, a brasileira garante que a sua maior felicidade é ter os filhos ao seu lado. "O meu coração transborda de alegria por os ter", disse.

Leia Também: Alzheimer. Novo exame de sangue pode detetar em que fase está a doença

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