A Casa Branca terá despedido seis funcionários do Conselho de Segurança Nacional, depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se ter encontrado com Laura Loomer, uma ativista de extrema-direita que foi uma voz influente durante a sua última campanha.
A notícia dos despedimentos é avançada por vários jornais norte-americanos, mas é a publicação The New York Times que dá conta de que foram seis os funcionários despedidos. Segundo o que escreve o jornal, a decisão surgiu depois de Loomer ter apresentado uma lista dos funcionários que considerava que estavam a ser desleais para com a administração Trump.
O Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Michael Waltz, ter-se-á juntado à reunião, que aconteceu na quarta-feira, e terá defendido alguns dos seus funcionários, mas, segundo o que uma fonte próxima contou ao New York Times, ficou "claro" que este tinha pouco poder para proteger os seus cargos.
Segundo a publicação, o encontro foi uma prova de que Loomer estará a ter mais influência do que o próprio Waltz. Note-se que esta mulher foi descrita por Donald Trump, o ano passado, como "um espírito livre".
Loomer, de 31 anos, seria mesmo uma preocupação para os aliados de Trump, devido às suas ideias mais extremistas. A ativista é conhecida pela sua retórica antimuçulmana e que chegou mesmo em tempos a defender que os ataques do 11 de Setembro foram um "trabalho interno", ou seja, levados a cabo pelo então governo dos EUA.
O ano passado Loomer marcou presença ao lado de Trump aquando este assinalou o dia dos ataques. Foi "convidada", segunda explicou à AP, mas à mesma agência de notícias rejeitou responder sobre o seu posicionamento quanto aos ataques.
Segundo New York Times, Waltz não foi despedido, nem Alex Wong, que é o conselheiro principal Adjunto para a Segurança Nacional - e um dos 'visados' por Loomer. A publicação tentou falar com o Conselho de Segurança Nacional e com a Casa Branca, mas ninguém confirmou a situação.
Já esta semana a Casa Branca assumiu que demitiu 50 procuradores de carreira do Departamento de Justiça, justificando estar a evitar a "subversão" do sistema jurídico, cortando com a prática de anteriores administrações.
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