O assessor, Jonatan Urich, foi detido na segunda-feira pela polícia para ser interrogado juntamente com o outro assessor, Eli Feldstein.
A justiça tinha decidido que ambos passariam hoje à situação de detenção domiciliária, mas a Policía recorreu e pediu a manutenção das detenções durante mais uma semana.
Finalmente, o Tribunal de Distrito de Lod decidiu que Feldstein passa para prisão domiciliária, mas que Urich fica detido pelo menos até segunda-feira.
Ambos são suspeitos de terem recebido dinheiro para disseminar mensagens favoráveis ao Qatar nos meios israelitas, enquanto trabalhavam no gabinete de Netanyahu.
Depois da detenção dos assessores, o próprio Netanyahu foi chamado a testemunhar, o que fez na polícia durante duas horas, após o que criticou, em vídeo, o que disse ser uma investigação "puramente política".
Tanto Feldstein como Urich foram detidos para interrogatório, depois de a estação pública Kan ter difundido gravações áudio de um empresário israelita assegurando que tinha transferido fundos de um lobista do Qatar para Feldstein.
Este também está a ser investigado por outro escândalo que envolve o gabinete de Netanyahu, o designado 'BibiLeaks' (Bibi é a alcunha de Netanyahu), segundo o qual entregou à imprensa estrangeira documentos classificados para manipular a opinião pública para obter o apoio desta à forma como Netanyahu estava a fazer a gestão da guerra.
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