Trump reitera que pode baixar tarifas se Pequim aprovar venda do TikTok

O Presidente norte-americano, Donald Trump, reiterou estar disposto a conceder alívio tarifário à China se Pequim aprovar um acordo em negociação para abrir o capital da aplicação chinesa TikTok no país, opção anteriormente rejeitada por Pequim.

Notícia

© Andrew Harnik/Getty Images

Lusa
04/04/2025 06:33 ‧ ontem por Lusa

Mundo

EUA

Trump fez estas declarações à imprensa quinta-feira a bordo do Air Force One, em resposta a perguntas sobre se está disposto a chegar a um acordo com vários países para mitigar o impacto das tarifas que anunciou contra países de todo o mundo, incluindo a China, que está agora sujeita a uma tarifa total de 54%.

 

"Desde que nos ofereçam algo positivo [há disponibilidade para reduzir tarifas]. Por exemplo, com o TikTok. Temos uma situação em que a China provavelmente dirá: 'Aprovámos o acordo, mas o que vão fazer em relação às tarifas?'", explicou.

"As tarifas dão-nos um tremendo poder de negociação. Sempre deram. Usei-as muito bem na primeira administração. Agora estamos a levá-lo a um nível totalmente novo", disse.

Trump esclareceu que nesta fase não está a ter conversas concretas com Pequim sobre o assunto.

Na quarta-feira, num dia que apelidou de "dia da libertação", Trump impôs uma tarifa de 10% sobre 184 países e territórios, incluindo a União Europeia (UE).

No caso da China, o país anunciou uma tarifa de 34%, somando-se aos 20% já em vigor, elevando o total para 54%.

Questionado pela imprensa, Trump afirmou ainda que está "muito perto" de chegar a um acordo para garantir o futuro do TikTok no país, sendo sábado o prazo limite dado por Washington para a aplicação se desvincular nos Estados Unidos da sua empresa-mãe chinesa, a ByteDance.

"Estamos muito próximos de um acordo com um grupo de pessoas muito competente", afirmou.

Trump explicou que o TikTok tem "múltiplos" investidores interessados, mas não os nomeou.

A corrida para adquirir a popular aplicação está a ser liderada pela Amazon, Oracle e pelo fundador da OnlyFans, de acordo com os meios de comunicação social dos EUA.

A China recusou em março a oferta de Trump de conceder um alívio das taxas alfandegárias em troca de um acordo sobre a venda da TikTok.

O Presidente admitiu na altura uma "pequena redução de tarifas" sobre importações chinesas, em troca da colaboração de Pequim na venda da rede social TikTok nos Estados Unidos.

"A China vai ter de desempenhar um papel [na venda das operações norte-americanas do TikTok], pode ter de o aprovar e, se o fizer, talvez eu lhes dê uma pequena redução de tarifas alfandegárias", disse Trump falava na cerimónia de assinatura de uma ordem executiva para aplicação de tarifas de 25 por cento sobre todas as importações automóveis.

A justiça norte-americana está a obrigar a rede social TikTok a dissociar-se da empresa-mãe, com sede na China, como condição para operar no país, devido a suspeitas de que os dados recolhidos pela mesma são disponibilizados às autoridades chinesas.

Em 21 de janeiro, um dia depois de regressar à Casa Branca, Trump assinou uma extensão de 75 dias sobre a implementação de uma lei aprovada pelo ex-Presidente Joe Biden proibindo o TikTok de operar nos EUA por razões de segurança nacional, a menos que se separe da empresa-mãe ByteDance.

No início de fevereiro, Trump assinou uma ordem executiva a dar instruções aos Departamentos do Tesouro e do Comércio para criarem um "fundo soberano" que poderia adquirir o TikTok.

A ByteDance lançou o Douyin, a aplicação chinesa original do TikTok, em 2016. Depois do êxito na China, criou, em 2017, uma versão global, o TikTok, que se tornou um fenómeno sem precedentes para uma aplicação chinesa, ultrapassando gigantes como as redes sociais Facebook e Instagram em velocidade de crescimento.

Leia Também: China rejeita oferta de Trump de reduzir taxas em troca de acordo sobre TikTok

Partilhe a notícia

Escolha do ocnsumidor 2025

Descarregue a nossa App gratuita

Nono ano consecutivo Escolha do Consumidor para Imprensa Online e eleito o produto do ano 2024.

* Estudo da e Netsonda, nov. e dez. 2023 produtodoano- pt.com
App androidApp iOS

Recomendados para si

Leia também

Últimas notícias


Newsletter

Receba os principais destaques todos os dias no seu email.

Mais lidas