Trump diz que "China entrou em pânico" na reação às tarifas dos EUA

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse hoje que a China está "em pânico", após a resposta de Pequim às novas tarifas impostas pelas autoridades norte-americanas.

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Lusa
04/04/2025 16:08 ‧ há 2 dias por Lusa

Mundo

Tarifas

"A China jogou mal a sua cartada e entrou em pânico - a única coisa que não podiam ter feito", escreveu o Presidente norte-americano, em maiúsculas, numa mensagem na rede Truth Social.

 

A mensagem de Trump foi divulgada poucas horas depois de o Governo chinês ter anunciado tarifas de retaliação, que serão implementadas a partir de 10 de abril e serão adicionadas a outras taxas que Pequim já implementou em resposta à guerra comercial lançada pelos Estados Unidos.

Além disso, a China anunciou sanções contra algumas empresas norte-americanas, uma ação judicial interposta na Organização Mundial do Comércio (OMC), bem como restrições à exportação de algumas terras raras.

Este pacote de taxas é uma resposta à imposição de uma tarifa de 34% sobre as importações da segunda maior economia do mundo, anunciada por Trump na quarta-feira como parte das suas "tarifas recíprocas", além da tarifa de 20% que os EUA já impuseram à China.

Na quarta-feira, Trump impôs ainda elevadas tarifas aos países para os quais as fábricas chinesas foram transferidas após conflitos comerciais entre Washington e Pequim durante o primeiro mandato do Presidente (2017-2021), incluindo o Vietname (46%), o Camboja (49%) e o Laos (48%), bloqueando a exportação de produtos chineses.

Já hoje, Trump disse que está aberto a fechar acordos com os países afetados pelas tarifas se estes lhe oferecerem "algo fenomenal", dando como exemplo a popular aplicação TikTok, que Washington solicitou que fosse separada da sua sede chinesa para que pudesse continuar a operar nos EUA.

As tarifas - introduzidas no que Trump chamou de "dia da libertação" - representam a medida mais agressiva na sua política comercial, que alegadamente procura reduzir o défice comercial dos EUA e impulsionar a reindustrialização do país, alavancando o aumento do investimento estrangeiro.

No entanto, esta estratégia ameaça também empurrar as economias mais dependentes das suas exportações para os EUA para uma recessão quase imediata, além de agravar a guerra comercial que a Casa Branca desencadeou.

Leia Também: Apresentada primeira ação judicial contra tarifas de Trump

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