O líder republicano defendeu, nas redes sociais, que "a Rússia não quer um acordo de cessar-fogo com a Ucrânia, mas quer reunir-se na Turquia na quinta-feira para negociar um possível fim do banho de sangue".
Para Trump, a Ucrânia "deve aceitar isto imediatamente" porque, pelo menos, poderá "determinar se um acordo é possível ou não e, caso não seja, os líderes europeus e norte-americanos saberão como as coisas estão e poderão agir em conformidade".
Putin propôs, no sábado à noite, que a Ucrânia iniciasse negociações diretas entre as partes a 15 de maio, em Istambul, cidade que acolheu, em março de 2022, as primeiras e únicas negociações entre as partes em mais de três anos de guerra.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reagiu à proposta considerando-a "um primeiro passo" do Kremlin para pôr fim à guerra, mas insistiu que primeiro deve haver um cessar-fogo antes que a Ucrânia se sente para negociar.
O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, disse, numa entrevista transmitida hoje pela ABC News, que Putin "está a fazer todo o possível para resolver o problema e chegar a uma solução através de meios pacíficos e diplomáticos", mas que, "sem meios pacíficos e diplomáticos disponíveis, a operação militar deve continuar".
Na sua mensagem divulgada nas redes sociais, Trump questionou a disponibilidade da Ucrânia para chegar a um acordo com Putin.
"Está demasiado ocupado a celebrar a vitória da II Guerra Mundial, que não teria acontecido (nem de perto!) sem os Estados Unidos. Reunião, agora", exigiu o Presidente dos EUA com as habituais exclamações e maiúsculas com que escreve as suas mensagens.
A proposta da Rússia foi apresentada algumas horas depois de a Ucrânia e os aliados europeus terem exigido a Moscovo que concorde com um cessar-fogo total e incondicional durante pelo menos 30 dias a partir de segunda-feira, sob pena de enfrentar novas sanções económicas.
Esta exigência surgiu após uma reunião realizada no sábado em Kyiv entre os chefes de Estado e de Governo da Ucrânia, França, Alemanha, Reino Unido e Polónia, a chamada "coligação dos dispostos", à qual se seguiu uma conversa telefónica com o Presidente dos Estados Unidos.
Na conversa, Donald Trump apoiou a ideia de um cessar-fogo duradouro, apesar de não o ter mencionado numa mensagem inicial enviada a Putin.
A proposta russa também foi olhada com desconfiança pelos aliados europeus da Ucrânia que exigiram que quaisquer conversações sejam precedidas por um cessar-fogo duradouro.
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