Em comunicado, a Câmara de Lisboa informou que a Rede Social de Lisboa (RSL) aprovou esta tarde, em sessão plenária, o novo PDS, "com o objetivo prioritário de dinamizar e reforçar a ação conjunta das entidades parceiras de forma a dar uma resposta mais eficaz àqueles que são os desafios sociais da cidade".
A RSL, agora composta por 571 parceiros, após a inclusão de seis novos membros, procura estimular a colaboração entre organismos do setor público, instituições de solidariedade e outras organizações envolvidas na área da ação social, reafirmando o compromisso com "a construção integrada de uma cidade mais justa, solidária e igualitária".
O novo plano, no horizonte entre 2025 e 2030, inclui "37 objetivos, distribuídos por três missões essenciais: reforço da participação dos parceiros, intervenção social mais inclusiva e combate à pobreza, com um enfoque especial na população com mais de 65 anos e nas crianças e jovens".
"Entre as 121 medidas inscritas no plano, preconiza-se uma ação de intervenção integrada para os seniores de Lisboa, incluindo a criação de uma rede de voluntariado sénior e de espaços de escuta e participação para combater o idadismo, envolvendo nesta nova medida cerca de 3000 pessoas", salienta a autarquia, acrescentando que será também "alargado o acesso a soluções de melhoria da mobilidade, acessibilidade e conforto habitacional a 20% dos idosos por ano".
Na área das crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, o PDS prevê a criação de grupos de trabalho destinados ao acompanhamento psicossocial, incluindo a adoção de Planos de Intervenção Integrada.
"Já em 2026, está previsto o desenvolvimento de dois projetos-piloto, em parceria com os centros hospitalares, focados na Saúde Mental, os quais vão acompanhar cerca de 400 crianças e jovens", estima-se na nota.
Segundo a autarquia, o PDS de Lisboa conta ainda com três novas áreas de intervenção - Habitação, Migrações e Ambiente e Espaço Público -- e foi delineado "tendo como base as principais políticas públicas sobre pobreza e exclusão", nomeadamente a Estratégia Nacional de Combate à Pobreza e as Grandes Opções do Plano de 2024-2028 de Lisboa, que identificam necessidades e prioridades de intervenção.
O novo plano começa a ser concretizado "já este mês com a realização de 10 inéditos grupos de trabalho em áreas consideradas cruciais: Empregabilidade, Comportamentos Aditivos, Crianças e Jovens, Pessoas com mais de 65 anos, Violência Doméstica, Deficiência, Saúde Mental, Habitação, Migrações e Ambiente e Espaço Público".
No encerramento da sessão plenária, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), citado na nota, destacou a importância da abordagem e do contributo da RSL, reafirmando o desafio de construir, em rede, "uma cidade que cuida dos mais vulneráveis, que apoia quem mais precisa, que responde aos problemas das pessoas".
"Vamos, agora, reforçar os mecanismos de comunicação interna e externa de forma a garantir um diagnóstico mais preciso, uma monitorização contínua e uma maior participação de todas as entidades da Rede", afirmou a vereadora dos Direitos Sociais e Humanos, Sofia Athayde, também citada na nota da autarquia.
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