Rússia abre processos criminais contra 845 estrangeiros por combaterem

A Rússia abriu processos criminais contra 845 cidadãos estrangeiros de 55 países por combaterem como mercenários pela Ucrânia, 589 dos quais alvo de mandados de captura internacional, revelou hoje o presidente do Comité de Investigação Russo (CIR).

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Lusa
26/02/2025 18:00 ‧ há 2 dias por Lusa

Mundo

Guerra na Ucrânia

"Foram abertos processos criminais contra 845 estrangeiros de 55 países e 589 mercenários foram declarados procurados internacionalmente", aninciou Aleksandr Bastrikin, num artigo publicado hoje na revista 'Chelovek i Zakon' (O Homem e a Lei).

 

A investigação de 86 casos já foi concluída e "foram pronunciadas 49 sentenças", indicou o presidente do CIR, acrescentando que os combatentes estrangeiros "são recrutados pelo regime de Kiev através das missões diplomáticas ucranianas no estrangeiro, o que constitui uma violação da Convenção de Viena de 1961 sobre as relações diplomáticas".

O presidente do Comité de Investigação Russo salientou que, durante as investigações dos alegados crimes cometidos contra civis nas regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, anexadas pela Rússia em 2022, "23.000 pessoas foram declaradas vítimas, incluindo 6.500 mortos e mais de 16.500 feridos".

A Rússia tem denunciado repetidamente a presença de combatentes de países terceiros na guerra ucraniana e considera-os "alvos legítimos" dos seus ataques.

Paralelamente, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e a Ucrânia denunciaram, em outubro do ano passado, que um contingente de até 12.000 soldados norte-coreanos tinha chegado à região fronteiriça russa de Kursk, parcialmente ocupada pelo exército ucraniano desde agosto, tendo participado em combates, informações que nunca foram confirmadas por Moscovo ou Pyongyang.

A guerra em curso foi desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, para, segundo o Presidente russo, Vladimir Putin, "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho.

Leia Também: "Hoje e sempre". Reino Unido dá sinais de que continuará a apoiar Ucrânia

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