De acordo com um documento, a que Lusa teve acesso, os embaixadores conseguiram consensualizar posições sobre o esboço das conclusões da cimeira extraordinária de líderes convocada pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, prevista para a próxima semana.
Uma outra reunião está prevista para segunda-feira para tentar aproximar posições nos pontos mais sensíveis.
Fontes europeias disseram à Lusa que os líderes deverão reforçar o compromisso de apoiar a Ucrânia, utilizando o "ímpeto do momento" e que todos os Estados-membros querem o fim do conflito com a Rússia, mas de uma forma "compreensiva, justa e duradoura".
A evolução da situação e "alteração estratégica dos Estados Unidos da América (EUA)" significa que a UE tem de "definir a sua posição, em particular no que diz respeito às garantias de segurança" para a Ucrânia e para o continente europeu.
Para os 27 países do bloco comunitário, são necessárias garantias de que a soberania do território ucraniano é respeitada e que há um acordo com princípios claros "e justos" de paz.
Sobre o reforço da defesa na UE, os 27 Estados-membros querem avançar nas conclusões do encontro informal no início de fevereiro e facilitar não só a despesa na área da defesa, mas também facilitar a possibilidade de o Banco Europeu de Investimento de financiar projetos de defesa.
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