"Com o fim da primeira fase do acordo de cessar-fogo e de troca de prisioneiros, o Movimento de Resistência Islâmica [Hamas afirma o seu total empenho em aplicar todos os termos do acordo em todas as suas fases e pormenores", refere um comunicado divulgado nas redes sociais do grupo.
No comunicado, o grupo palestiniano apela também à comunidade internacional para que "exerça pressão" sobre Israel para que Telavive aprove a segunda fase do acordo "sem hesitações nem evasivas".
"Apelamos à comunidade internacional para que pressione a ocupação [Israel], para que respeite integralmente o acordo e entre imediatamente na segunda fase, sem demora ou adiamentos", afirmou o movimento num comunicado.
No sábado, termina a primeira fase do acordo, de 42 dias, durante os quais Israel e o Hamas trocaram 33 reféns (oito dos quais mortos) por milhares de prisioneiros palestinianos.
No domingo, deverá entrar em vigor a segunda fase, com o Hamas a entregar os restantes reféns e Israel a retirar completamente as suas tropas da Faixa de Gaza, preparando o fim da guerra.
"50% dos habitantes de Gaza estão conscientes de que se trata apenas de um acordo de troca de prisioneiros e que não conduzirá a um cessar-fogo permanente", disseram à agência noticiosa espanhola EFE palestinianos de Gaza, explicando que é pouco provável que Israel autorize a entrada em vigor da segunda fase.
"Os comentários de Israel sobre o corredor de Filadélfia, e que provavelmente não se vão retirar dele, é um sinal de que a guerra vai regressar", acrescentaram.
O ministro da Defesa israelita, Israel Kazt, avisou quinta-feira que as suas tropas não se retirarão do corredor de Filadélfia, a fronteira de Gaza com o Egito, por considerar que é a via através da qual o Hamas se pode rearmar.
A retirada das tropas israelitas deste corredor é um compromisso, segundo o texto, para a segunda fase do acordo.
Perante a incerteza crescente, o Egito acolhe hoje conversações indiretas com as delegações de Israel e do Hamas.
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