"Apelamos à afluência de uma grande multidão à mesquita de Al-Aqsa durante o mês sagrado do Ramadão, para derrubar as restrições da ocupação sionista e as suas medidas militares na cidade ocupada de Jerusalém", afirmou o Hamas num comunicado.
A Esplanada das Mesquitas alberga a Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental Ocupada, o terceiro local mais sagrado do Islão, depois de Meca e Medina, na Arábia Saudita.
O grupo palestiniano incentivou todos os fiéis a "intensificar a presença e as deslocações" durante os dias do mês sagrado na Esplanada das Mesquitas, que tem a capacidade de albergar até cerca de 400.000 pessoas.
"Não devemos render-nos às restrições esperadas da ocupação e devemos enfrentá-las com todas as nossas forças e aderir ao nosso direito histórico e religioso à mesquita abençoada", sublinhou o grupo palestiniano.
"O povo de Jerusalém defenderá a sua mesquita e protegê-la-á dos planos de judaização", acrescentou o Hamas no mesmo comunicado.
David Mencer, o porta-voz do Governo israelita, afirmou numa conferência de imprensa na quinta-feira que "não haverá restrições ao acesso" à Esplanada das Mesquitas, exceto em termos de segurança, devido às "centenas de milhares de pessoas que se deslocarão a Jerusalém para rezar" durante o Ramadão.
As declarações do porta-voz surgem após a estação televisiva israelita '12' ter noticiado na segunda-feira que as autoridades israelitas estariam a ponderar limitar o acesso à Esplanada das Mesquitas, onde se situa a famosa mesquita, a homens com mais de 55 anos, mulheres com mais de 50 anos e crianças com menos de 12 anos, muitas delas residentes na Cisjordânia ocupada por Israel desde 1967.
No ano passado, Israel impôs restrições semelhantes durante o primeiro Ramadão desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em 07 de outubro de 2023, que se revelaram mais rigorosas do que nos anos anteriores.
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