A revelação surge após a polémica gerada na semana passada pela aplicação de mensagens Signal, utilizada por Waltz e outros membros da administração de Donald Trump para preparar um ataque ao Iémen, sem se aperceberem que tinham incluído um jornalista por engano.
Autoridades norte-americanas, que falaram sob condição de anonimato, disseram ao Post que Waltz usou a sua conta de e-mail pessoal do Google para receber o seu calendário e outros documentos de trabalho.
O jornal também obteve um tópico de e-mail no qual um consultor sénior de Waltz utilizou a sua conta do Gmail para discussões técnicas de alto nível com colegas de outras agências sobre posições militares sensíveis e sistemas de armas de longo alcance.
De acordo com o jornal, o Gmail é um método de comunicação muito menos seguro do que o Signal, e a sua utilização é "o exemplo mais recente de práticas questionáveis de segurança de dados por parte de altos funcionários da segurança nacional".
A Casa Branca anunciou na segunda-feira que encerrou a sua investigação sobre o uso do Signal para discutir um ataque ao Iémen e descartou a demissão de Waltz, o criador do chat que incluía por engano um jornalista da revista The Atlantic.
A controvérsia gerou um debate aceso sobre se as informações partilhadas no chat eram confidenciais e se é apropriado que as autoridades de alto nível discutam planos altamente confidenciais através do Signal, uma aplicação de mensagens encriptadas não controlada pelo governo dos EUA.
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