Massacre do Hamas no festival Nova fez 378 mortos, revela novo balanço

O massacre do Hamas no festival de música Nova, a 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, fez 378 mortos, dos quais 344 civis, segundo um novo relatório do exército israelita.

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© Chris McGrath/Getty Images

Lusa
03/04/2025 23:23 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Médio Oriente

Os resultados do inquérito sobre a incapacidade do exército para evitar a tragédia foram apresentados às famílias das vítimas e dos sobreviventes na terça e quarta-feira, e hoje divulgados à imprensa.

 

O documento indica que, durante o ataque do Hamas ao local e aos seus arredores, foram mortas 378 pessoas, das quais 344 civis, e raptadas 44, 17 das quais ainda se encontram em cativeiro em Gaza, presumindo-se que 11 estejam vivas.

De acordo com o exército, dezanove dos reféns raptados durante o festival foram mortos em 07 de outubro de 2023 ou ainda se encontram em cativeiro.

Nesse dia, cerca de 3.400 pessoas participavam no festival de música de dança que se realizava em Réïm, a menos de 5 km da fronteira com a Faixa de Gaza, que foi invadida por milhares de combatentes do Hamas e da Jihad Islâmica, com apoio de uma barragem de artilharia e unidades aerotransportadas.

Segundo as investigações, a polícia ordenou o encerramento do festival às 6h35, seis minutos depois de terem caído em Israel milhares de rockets disparados pelo movimento islamita palestiniano Hamas.

A maior parte dos participantes conseguiu abandonar o local antes da chegada da primeira vaga de "110 terroristas", às 8h20, segundo o exército.

A investigação sugere que os homens do Hamas não tinham planeado atacar o local do festival, mas perderam-se no caminho para a cidade de Netivot, mais a norte, à qual nunca chegaram.

De acordo com imagens divulgadas na altura, alguns dos participantes, sobretudo jovens, foram fuzilados, nalguns casos em grupo, e outros morreram quando os assaltantes atiraram granadas para dentro dos abrigos onde tentavam esconder-se.

Os primeiros soldados só chegaram à zona às 11h20, segundo o relatório.

De acordo com os familiares das vítimas, quando o relatório lhes foi apresentado os representantes do exército pediram perdão e reconheceram a falha da instituição.

Um desses familiares, que pediu o anonimato, disse à AFP que não aprendeu "nada": "já sabíamos que eles tinham falhado", afirmou.

O ataque sem precedentes do Hamas causou a morte, durante cerca de 10 horas, de 1.218 pessoas do lado israelita, na sua maioria civis, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais israelitas.

Das 251 pessoas raptadas nesse dia, 58 continuam reféns em Gaza, 34 das quais foram declaradas mortas, segundo o exército israelita.

A invasão de 07 de outubro é considerada a maior matança de israelitas da história do país, dentro do seu território, e a maior falha de segurança de sempre dos serviços de informações e das forças de segurança de Telavive.

Em retaliação, Israel prometeu destruir o Hamas e lançou uma campanha de represálias militares que deixou mais de 50 mil mortos, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas para Gaza, considerados fiáveis pela ONU.

Leia Também: Chefe do Comando do Médio Oriente dos Estados Unidos visita Israel

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