"Embora as tarifas possam estar entre as mais baixas, vamos defender firmemente a sua eliminação", disse Korir Sing'Oei na sua conta da rede social X.
Entre os países africanos para os quais o Presidente norte-americano anunciou tarifas encontram-se a África do Sul (30%), Madagáscar (47%), Angola (32%), Nigéria (14%), Namíbia (21%), Moçambique (16%), Zâmbia (17%), República Democrática do Congo (11%), Camarões (11%) e Zimbabué (18%).
Além disso, definiu tarifas de 10% para o Quénia, Etiópia, Gana, Senegal, Tanzânia, Uganda, Gabão, Libéria, Ruanda e Serra Leoa, entre outros.
"Além disso, dado que a AGOA é um enquadramento do Congresso [norte-americano] para o acesso ao mercado dos EUA para os exportadores africanos, acreditamos que, até que a lei expire no final de setembro de 2025, ou a menos que o Congresso a revogue antes, as novas tarifas impostas pelo Presidente Trump não serão imediatamente aplicáveis ", acrescentou.
Sing'Oei referia-se à Lei do Crescimento e das Oportunidades para África (AGOA), um programa de acesso preferencial ao comércio, que beneficia mais de 30 países africanos, incluindo o Quénia, um aliado próximo dos EUA em África e uma das principais economias orientais do continente.
Durante um grande evento na Casa Branca, na quarta-feira, Trump, que apelidou a data como o "Dia da Libertação" para os EUA, impôs uma tarifa mínima de 10% a dezenas de países em todo o mundo e uma taxa adicional aos que Washington considera "piores infratores" pelas suas barreiras aos produtos norte-americanos.
"Este é um dos dias mais importantes, na minha opinião, da história dos Estados Unidos. É a nossa declaração de independência económica", sublinhou.
Leia Também: Marco Rubio chama "histeria" a ideia de que EUA sairão da NATO