Grupo Solverde paga 4.500 euros por mês a empresa familiar de Montenegro

O primeiro-ministro trabalhou para o grupo Solverde entre 2018 e 2022. Concessão de jogo termina este ano.

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© Rodrigo Antunes/Reuters

Notícias ao Minuto
27/02/2025 23:39 ‧ ontem por Notícias ao Minuto

País

Luís Montenegro

O grupo Solverde, de casinos e hotéis, sediado em Espinho, paga uma avença mensal de 4.500 euros à Spinumviva, a empresa familiar do primeiro-ministro, Luís Montenegro, revelou o próprio grupo ao semanário Expresso. O semanário apurou que o primeiro-ministro tem intenção de pedir escusas, mas não revelou lista de clientes, o que poderia revelar as possíveis incompatibilidades.

 

A ligação é conhecida menos de uma semana depois de o grupo ter sido mencionado durante o debate da moção de censura, como sendo um dos eventuais clientes da empresa.

Quando questionado pelo mesmo semanário, o gabinete do primeiro-ministro não fez comentários adicionais, remetendo esclarecimentos a esse debate: "O primeiro-ministro prestou perante o Parlamento e o país os esclarecimentos devidos sobre questões profissionais e patrimoniais".

A avença é paga desde julho de 2021 em troca de "serviços especializados de compliance e definição de procedimentos no domínio da proteção de dados pessoais".

No entanto, o que liga Montenegro à Solverde é mais antigo. O governante trabalhou para a empresa com sede em Espinho entre 2018 e 2022, altura em que foi o representante do grupo nas negociações com o Estado das quais resultou o prolongamento do contrato de concessão dos casinos de Espinho e do Algarve para a empresa.

O contrato conseguido por Montenegro acaba no final deste ano e, nessa altura, o Governo terá de decidir se será ou não renovado. Segundo o Expresso, o primeiro-ministro garante que pedirá escusas, mas não revela a lista de incompatibilidades.

Os trabalhos de consultoria da Spinumviva para o grupo Solverde começaram seis meses depois de a empresa familiar ter sido registada com a morada e o número de telemóvel pessoal de Montenegro e, até maio de 2022, a empresa sediada em Espinho pagou serviços jurídicos de 2.500 euros por mês à sociedade de advogados do governante, que o agora primeiro-ministro só deixou quando assumiu o cargo de presidente do PSD. Desde então, e até agora, manteve-se a avença mensal de 4.500 euros.

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