O `briefing´ estava inicialmente previsto ser realizado numa sala, mas passou para o piso das bancas do Mercado do Bolhão, onde o primeiro-ministro falou aos jornalistas com os ministros todos atrás de si, depois de terem posado para uma fotografia de família um ano após terem iniciado funções.
Após o `briefing´, Luís Montenegro percorreu a zona principal do Bolhão em direção à saída onde, até lá, foi aproveitando para dar beijos às vendedoras e tirar `selfies´ a quem lhe pedia.
Num ambiente em tudo semelhante ao de uma campanha eleitoral, Montenegro aproveitou, ainda, para deixar votos de bom trabalho e saúde.
"Como estão? Bom trabalho", atirou Montenegro a uma vendedora de frutas que aproveitou a sua passagem para lhe oferecer uma embalagem de frutas diversas "para a viagem".
Já a uma senhora que seguia acompanhada do marido, Montenegro perguntou-lhe se andava a passear e, perante uma resposta afirmativa, desejou "muita saúde".
Já no exterior do mercado, e enquanto se dirigia para o Café Majestic, na Rua Santa Catarina, uma das mais movimentadas e turísticas do Porto, o primeiro-ministro, sempre rodeado dos ministros, ia saudando os comerciantes que estavam à porta curiosos com o que estava a acontecer.
"Tem de acabar com eles" ou "Força" foram alguns dos incentivos que o primeiro-ministro foi recebendo das pessoas com quem se cruzava.
A meio da Rua Santa Catarina, e enquanto Montenegro falava com uma senhora que o abordou com uma situação pessoal, havia quem questionasse as questões à volta da sua empresa.
"Mas, qual é o problema de ele ter uma empresa? Agora, já não se pode trabalhar é?", afirmou uma senhora que aguardava, ansiosa, para tirar uma `selfie´ com Luís Montenegro.
Já no `briefing´ e questionado pelos jornalistas sobre se esta ação não poderia ser encarada como uma pré-campanha, Montenegro considerou que as pessoas não vão decidir o seu sentido de voto por esta iniciativa.
"As pessoas não vão decidir o seu sentido de voto pelo Governo ter vindo aqui hoje ou não. As pessoas vão decidir o seu sentido de voto por aquilo que acham que é melhor para o país daqui para a frente e nós sujeitamo-nos a essa avaliação com humildade", frisou.
Já o ministro dos Assuntos Parlamentares, Pedro Duarte, que hoje confirmou a sua candidatura à presidência da Câmara do Porto, e quando confrontado sobre um ambiente em tudo semelhante ao de uma campanha, disse que os governos devem estar próximos das pessoas.
"Devem comunicar com as pessoas e devem estar disponíveis para falar com as pessoas e é isso que tem acontecido, eu espero que aconteça até o último dia da governação e que não se perca esta prática na vida política", concluiu.
O Conselho de Ministros reuniu-se hoje, no Porto, no dia em que o XXIV Governo Constitucional completa um ano em funções, demissionário, e com novas eleições legislativas antecipadas marcadas para 18 de maio.
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