"Não estamos a competir com os queijos locais (EUA) de forma alguma", disse o presidente do Consórcio Parmigiano Reggiano, Nicola Bertinelli.
"São produtos diferentes que têm um posicionamento diferente (no mercado), normas de produção, qualidade e custos diferentes [...] por isso, é absurdo visar um produto de nicho como o Parmigiano Reggiano para proteger a economia americana", acrescentou.
O presidente do consórcio disse ainda que os direitos aduaneiros passaram de 15% para 35%.
Contudo, afirmou que o Parmigiano Reggiano, sendo um "produto de primeira qualidade", o aumento do preço não "conduz automaticamente a uma redução de consumo".
"Arregaçaremos as mangas para apoiar a procura naquele que é o nosso principal mercado externo e que representa atualmente 22,5% do total das exportações", ressalvou.
De acordo com Nicola Bertinelli, o Parmigiano Reggiano representa 7% do mercado de queijo duro dos EUA e "é vendido a mais do dobro do preço do parmesão local".
"A imposição de direitos aduaneiros sobre um produto como o nosso apenas aumenta o preço para os consumidores americanos, sem proteger verdadeiramente os produtores locais [...] é uma decisão que prejudica toda a gente", reiterou.
Leia Também: Com Netanyahu no país, Hungria anuncia que vai abandonar o TPI