"O plano tarifário, anunciado pela administração norte-americana, [...] não é, claramente, uma boa notícia para a economia, a estabilidade e o comércio globais", afirmou, em comunicado, o grupo dinamarquês de transportes e logística.
Para a Maersk, ainda é muito cedo para calcular o real impacto destas medidas, uma vez que os países ainda podem responder com contra-tarifas ou ajustar os direitos de importação.
Contudo, sublinhou que as tensões comerciais destacam a importância de cadeias de abastecimento ágeis e robustas.
O grupo disse que os clientes vão precisar de redirecionar os fluxos de mercadorias para mercados alternativos e espera que estes estejam "mais cautelosos" em relação aos níveis dos seus 'stocks'.
A muito curto prazo, a Maersk antecipa um aumento do envio de encomendas urgentes por avião e do armazenamento.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, na quarta-feira, a imposição de "tarifas recíprocas" sobre importações, incluindo de 25 por cento sobre todos os automóveis estrangeiros.
Após múltiplos alertas de especialistas económicos e financeiros sobre os impactos do aumento de tarifas na inflação nos Estados Unidos e no comércio económico global, o anúncio de Trump foi feito depois do fecho dos mercados bolsistas norte-americanos, que encerraram em alta ligeira.
A imposição de tarifas foi apelidada pelo Presidente de "Dia da Libertação", após Donald Trump ter anunciado nos últimos meses aumentos de 25% dos direitos aduaneiros sobre as importações de aço, alumínio, automóveis e peças de automóveis.
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