"Como a economia da Alemanha já está estagnada, é possível que as tarifas dos EUA empurrem o crescimento económico na Alemanha para menos de zero", alertou o presidente do ifo, Clemens Fuest, citado numa nota de análise.
A economia alemã será afetada de várias formas, segundo os especialistas da Ifo, começando por menores exportações para os EUA e, possivelmente, uma queda nas exportações para a China devido à menor competitividade da China.
Além disso, "países como a China terão que mudar mais para outros mercados de exportação, colocando as empresas alemãs sob pressão adicional", notam.
Na economia alemã há algumas indústrias-chave que vão ser particularmente atingidas, segundo as estimativas do instituto, com destaque para a engenharia automóvel e mecânica.
Os especialistas criticam esta abordagem de Trump e defendem que a União Europeia deve avançar com uma resposta conjunta a estas tarifas, que, se se concretizarem, serão "o maior ataque ao livre comércio desde a Segunda Guerra Mundial", considerou Clemens Fuest.
Donald Trump anunciou na quarta-feira novas tarifas de 20% a produtos importados da União Europeia e que acrescem às de 25% sobre os setores automóvel, aço e alumínio.
As novas tarifas de Trump são uma tentativa de fazer crescer a indústria dos Estados Unidos, ao mesmo tempo que pune os países por aquilo que disse serem anos de práticas comerciais desleais, e foram impostas pelos Estados Unidos sobre todas as importações, com sobretaxas para os países considerados particularmente hostis ao comércio.
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