O anúncio surge no momento em que os Huthis, rebeldes iemenitas apoiados pelo Irão, assumiram a responsabilidade no mês passado pelos ataques ao porta-aviões Harry S. Truman no mar Vermelho.
Washington, que realizou ataques no Iémen nas últimas semanas, não confirmou estes ataques.
Os Huthis têm como alvo os navios comerciais no mar Vermelho desde o início da guerra em Gaza, entre o movimento islamita palestiniano Hamas e Israel, em outubro de 2023.
De acordo com o Pentágono, o Harry S. Truman será acompanhado pelo Carl Vinson, atualmente no Indo-Pacífico, "para continuar a promover a estabilidade regional, impedir agressões e proteger os fluxos comerciais na região", destacou Parnell, em comunicado.
O Pentágono não especificou exatamente para onde os dois grupos de porta-aviões iriam navegar.
Entretanto, o secretário da Defesa, Pete Hegseth, ordenou o envio para a região de "esquadrões adicionais e outros meios aéreos que irão reforçar as nossas capacidades de apoio aéreo defensivo", segundo Parnell.
A Marinha dos EUA tem cerca de dez porta-aviões.
Trump ameaçou na segunda-feira os Huthis, frisando que "a verdadeira dor ainda está por vir" se continuarem a realizar ataques.
"A escolha para os Huthis é clara: parem de disparar contra os navios dos EUA e nós paramos de disparar contra vós. Caso contrário, ainda agora começámos, e a verdadeira dor ainda está para vir, tanto para os Huthis, como para os patrocinadores no Irão", escreveu Donald Trump, na rede social Truth Social sobre o grupo rebelde do Iémen.
Pouco depois do início da guerra em Gaza, os rebeldes Huthis do Iémen realizaram dezenas de ataques com mísseis contra Israel e no mar Vermelho - uma zona essencial para o comércio mundial - contra navios com alegadas ligações a Israel.
O movimento rebelde, apoiado pelo Irão, afirmou agir em solidariedade com os palestinianos.
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