Israel prometeu intensificar a guerra de quase 18 meses com o Hamas até que a organização devolva as dezenas de reféns que ainda mantém em sua posse, deponha as armas e deixe o território.
Os israelitas impuseram ainda uma paragem, durante um mês, no envio de alimentos, combustível e ajuda humanitária.
Autoridades em Khan Younis, na parte sul da faixa, disseram que os corpos de 14 pessoas foram levados para o Hospital Nasser, nove delas da mesma família, e que entre os mortos estão cinco crianças e quatro mulheres.
Os corpos de outras 19 pessoas, incluindo cinco crianças com idades entre um e sete anos e uma mulher grávida foram levados para o hospital europeu perto de Khan Younis, disseram responsáveis do hospital.
Na Cidade de Gaza, 21 corpos foram levados para o hospital Ahli, incluindo os de sete crianças.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu anunciou que Israel estava a criar um novo corredor de segurança na Faixa de Gaza para pressionar o Hamas, sugerindo que esse corredor isolaria a cidade de Rafah, no sul, que Israel ordenou que fosse evacuada, do restante do território palestino.
Netanyahu referiu-se ao novo eixo como corredor Morag, usando o nome de um assentamento judaico que ficava entre Rafah e Khan Younis, sugerindo que passaria entre as duas cidades do sul. Disse ainda que seria "um segundo corredor de Filadélfia", referindo-se ao lado de Gaza da fronteira com o Egito, mais ao sul, que está sob controlo israelita desde maio passado.
Israel reafirmou o controlo sobre o corredor Netzarim, que separa o terço norte de Gaza, incluindo a Cidade de Gaza, do restante faixa costeira. Ambos os corredores existentes vão da fronteira israelita até o Mar Mediterrâneo.
"Estamos a cortar a Faixa e a aumentar a pressão passo a passo para que eles nos entreguem os nossos reféns", disse Netanyahu.
A Autoridade Palestiniana, apoiada pelo Ocidente, liderada por rivais do Hamas, expressou a sua "completa rejeição" ao corredor planeado por Israel e pediu ao Hamas que abrisse mão do poder em Gaza, onde a organização enfrentou recentemente alguns protestos.
A declaração de Netanyahu surgiu depois de o ministro da Defesa, Israel Katz, ter dito que Israel anunciaria 16 grandes áreas de Gaza e as adicionaria às suas chamadas zonas de segurança, aparentemente referindo-se a uma zona-tampão existente ao longo de todo o perímetro de Gaza.
O Hamas, por seu lado, disse que só libertará os 59 reféns restantes --- 24 dos quais se acredita estarem vivos --- em troca da libertação de mais prisioneiros palestinianos, um cessar-fogo duradouro e uma retirada israelita, e rejeitou as exigências para depor armas ou abandonar o território.
A guerra começou quando militantes liderados pelo Hamas atacaram o sul de Israel, em 07 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas, a maioria civis, e fazendo 251 reféns, a maioria já libertados. Israel resgatou oito reféns vivos e recuperou dezenas de corpos.
A ofensiva de Israel já matou mais de 50.000 palestiniano, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, que não esclarece se os mortos são civis ou combatentes.
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