Moscovo e Kyiv mantêm acusações mútuas de violação de trégua energética

A Rússia e a Ucrânia voltaram hoje a acusar-se mutuamente de quebrar a trégua energética que declararam após negociações com os Estados Unidos, com as duas partes a denunciarem ataques quase diários.

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© Yan Dobronosov/Global Images Ukraine via Getty Images

Lusa
03/04/2025 16:01 ‧ ontem por Lusa

Mundo

Guerra na Ucrânia

O Ministério da Defesa russo acusou as forças ucranianas de terem atacado quatro infraestruturas energéticas nas regiões fronteiriças russas de Kursk e Belgorod em quatro ocasiões nas últimas 24 horas, deixando milhares de pessoas sem eletricidade.

 

O exército ucraniano "ataca unilateralmente instalações energéticas russas numa base diária", disse o ministério num comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O Estado-Maior ucraniano, também num comunicado, respondeu que as acusações russas eram falsas, insistiu que respeita plenamente a trégua e que é a Rússia que a tem violado repetidamente.

A trégua sobre o setor energético foi negociada pelos Estados Unidos separadamente com a Ucrânia e a Rússia no final de março, na Arábia Saudita.

Kiev e Moscovo aguardam uma resposta de Washington aos relatórios que enviaram esta semana com detalhes sobre as violações do acordo que atribuem à outra parte.

Os ataques com 'drones' de ambos os lados também se repetem quase todas as noites, com Moscovo a informar hoje que abateu 23 aparelhos ucranianos em seis regiões russas.

Já o exército ucraniano disse que abateu 23 'drones' russos no norte e no leste do país.

As informações divulgadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato de forma independente.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, aproveitou hoje uma visita a Chernobyl, no norte do país, para reafirmar as linhas vermelhas de Kiev no processo de negociações conduzido pelos Estados Unidos.

"Um exército forte é uma prioridade para nós. É por isso que se trata de uma linha vermelha. Não podemos reduzir o nosso exército", afirmou Zelensky durante uma reunião com autoridades regionais.

Zelensky disse que a Ucrânia fará tudo o que for possível para garantir que o exército continue a ter os 880.000 efetivos que tem atualmente.

Reiterou ainda que a Ucrânia não reconhecerá nenhum dos territórios ocupados como russo.

"É território ucraniano. Para nós, esta é uma das principais linhas vermelhas", declarou, segundo a EFE.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e, em setembro, declarou a anexação das regiões de Donetsk, Lugansk (leste), Zaporijia e Kherson (sul), apesar de não as controlar totalmente.

A Federação Russa já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014.

A Ucrânia e a comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas cinco regiões.

Leia Também: Casa Branca admite que não deve haver cessar-fogo na Ucrânia até à Páscoa

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