O encontro aconteceu à margem da reunião dos chefes da diplomacia dos países da NATO, a decorrer na capital belga, e ocorre num momento de grande tensão entre Washington e Copenhaga por causa da Gronelândia, território autónomo dinamarquês que o Presidente norte-americano, Donald Trump, quer anexar.
Num breve comunicado divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA, que não faz qualquer referência à Gronelândia, a diplomacia norte-americana destacou que Rubio reafirmou no encontro com Lars Løkke Rasmussen, antigo primeiro-ministro dinamarquês, "a relação forte" entre Washington e Copenhaga.
"Os dois discutiram as prioridades em comum, incluindo o reforço do investimento na NATO [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e a partilha de compromissos, assim como as ameaças para a Aliança [Atlântica], incluindo as que representam a Rússia e a China", indicou o comunicado.
Os dois governantes também "fizeram uma revisão da coordenação em curso para melhorar a estabilidade e segurança na Europa, e para assegurar uma paz duradoura na Ucrânia", acrescentou a mesma nota informativa.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, tem insistido na necessidade de anexar ou "de comprar" a Gronelândia, alegando razões "defensivas e ofensivas".
A intenção de Trump não é uma ideia original. No passado, os EUA já tinham manifestado esse desejo para aumentar a esfera de influência geopolítica, mas o republicano recuperou-a e tem insistido nesta ideia.
Na semana passada, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, visitou as instalações militares norte-americanas naquele território, mas a presença da segunda figura da administração norte-americana gerou protestos e foi contestada pelas autoridades locais e dinamarquesas.
A ideia expressa por Trump recebeu também críticas por partes dos líderes de vários países europeus, que recordaram ao Presidente norte-americano que a Gronelândia é um território que faz parte da Dinamarca e que não pode ser colocada em causa a integridade territorial do país.
Os Estados Unidos mantêm uma base militar no norte da Gronelândia ao abrigo de um amplo acordo de defesa assinado em 1951 entre Copenhaga e Washington.
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